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Estudo exploratório sobre a percepção de doença adesão terapêutica e funcionalidade familiar no controlo da hipertensão arterial

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Resumo:A hipertensão é um dos mais importantes problemas de saúde pública tendo-se revelado não só a sua elevada prevalência como a dificuldade no controlo dos valores tensionais. Sendo ainda conhecido que o deficiente controlo dos valores tensionais tem repercussões orgânicas importantes, com reflexos na morbilidade e mortalidade, é fundamental tentar caracterizar as suas determinantes. Entre estas, o modo como o doente percepciona a doença e a forma como adere ao tratamento médico constituíram duas dimensões avaliadas neste estudo. Por outro lado, tendo em conta que o utente está inserido no seu contexto familiar, nomeadamente o de casal, avaliaram-se ainda os padrões de coesão e adaptabilidade inerentes à funcionalidade do casal Objectivos: Neste estudo pretendeu-se identificar casais em que um dos cônjuges tem hipertensão arterial e verificar se existem diferenças com significado estatístico no que respeita a percepção de doença hipertensiva, adesão terapêutica e funcionalidade familiar em dois subgrupos, consoante a doença está ou não controlada, numa população de utentes de um Centro de Saúde de Lisboa. Metodologia: Estudo exploratório, descritivo e transversal com uma amostra de 108 hipertensos. As informações dos doentes foram obtidas durante três meses tendo-se utilizado as seguintes escalas de auto-avaliação: Ilness perception Questionnaire para a percepção de doença, Morisky para a adesão terapêutica e Faces II para a funcionalidade familiar. As/os parceiros dos doentes também responderam as escalas de auto-avaliação nomeadamente Ilness Perception Questionnaire sobre as suas percepções relativamente á hipertensão do parceiro/a e o Faces II relativamente á percepção da funcionalidade do casal. Resultados: Quanto ás características da amostra do ponto de vista demográfico e social, concluiu-se que o grupo etário dos 60-70 anos é predominante em ambos os sexos tendo predominado o sexo feminino no grupo dos não controlados, contrariamente ao sucedido nos controlados, sendo esta diferença estatisticamente significativa. Não se encontraram diferenças significativas entre os dois grupos quanto ao nível de instrução, ao contrário do verificado noutros estudos. Em relação aos parâmetros de coesão e adaptabilidade não se encontram diferenças com significado estatístico entre os dois grupos de doentes. Em relação á percepção de doença existem resultados estatisticamente diferentes entre doentes controlados e não controlados nalgumas dimensões do Ilness Perception Questionnaire, nomeadamente Duração de doença, Controlo de tratamento e Controlo pessoal. Nos inquéritos realizados aos parceiros verificaram-se diferenças estatisticamente significativas nos scores atingidos por parceiros de doentes controlados e não controlados em três dimensões do IPQ que foram Duração da doença, Duração cíclica e Representação emocional. Compararam-se ainda as percepções de hipertensos e respectivas parceiras em dois grupos (controlados e não controlados) e verificou-se haver diferenças significativas nalgumas dimensões nomeadamente Duração cíclica e Representação emocional. Em relação á adesão terapêutica verificou-se haver diferenças significativas entre controlados e não controlados, evidenciando os primeiros maior adesão.
Autores principais:Gomes, Cristina Maria Pires Ribeiro
Assunto:Psicologia da saúde Health psychology
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
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