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Psicopatas de sucesso : Um paradigma de stroop emocional modificado com faces e vozes?

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Resumo:Os psicopatas, altamente mediatizados pelos órgãos de comunicação social (Konvalina-Simas, 2012), são, segundo Hare (1993), indivíduos que se demarcam por um encanto natural, usufruindo desta característica para manipular os outros sem sentirem arrependimento ou remorsos. Além disso, são indivíduos que, além da superficialidade emocional, são demarcados por condutas antissociais por recorrerem a agressividade instrumental e outras variedades de ofensas (Blair, 2001). Contudo, atualmente a definição do diagnóstico da psicopatia ainda é muito subjetiva (Fallon, 2013). Karpman (1948) divide os indivíduos psicopatas em primários e secundários. Ambos partilham de certos atributos como os comportamentos antissociais e comportamento hostil. No entanto, os psicopatas secundários são mais ansiosos e apresentam um funcionamento interpessoal mais fraco (e.g. irritabilidade). Além desta dicotomia, os psicopatas também podem ser entendidos como psicopatas de sucesso ou psicopatas de não-sucesso. Um psicopata de sucesso apresenta determinado nível de traços de psicopatia, porém, consegue manter-se enquadrado nas normas societárias, distanciado de problemas judiciais (Lykken, 1995; Widom, 1977). Tendo em conta que os psicopatas apresentam défices no reconhecimento de emoções em expressões faciais (Iria & Barbosa, 2009) e em vozes, tanto a nível semântico como prosódico (Bagley, Kosson & Abramowitz, 2009), este projeto pretende submeter indivíduos psicopatas de sucesso (tanto primários como secundários) e indivíduos não-psicopatas a um paradigma de Stroop emocional modificado cujas condições congruentes e incongruentes são montadas com estímulos visuais (faces) e estímulos auditivos (vozes). É esperado que os não-psicopatas acusem interferência (efeito de Stroop) contrariamente aos psicopatas que não o deverão acusar.
Autores principais:Moniz, Paulo Filipe Medeiros
Assunto:Psicopatia Paradigma de Stroop Emocional Modificado Psychopathy Modified Emocional Stroop Paradigm
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Os psicopatas, altamente mediatizados pelos órgãos de comunicação social (Konvalina-Simas, 2012), são, segundo Hare (1993), indivíduos que se demarcam por um encanto natural, usufruindo desta característica para manipular os outros sem sentirem arrependimento ou remorsos. Além disso, são indivíduos que, além da superficialidade emocional, são demarcados por condutas antissociais por recorrerem a agressividade instrumental e outras variedades de ofensas (Blair, 2001). Contudo, atualmente a definição do diagnóstico da psicopatia ainda é muito subjetiva (Fallon, 2013). Karpman (1948) divide os indivíduos psicopatas em primários e secundários. Ambos partilham de certos atributos como os comportamentos antissociais e comportamento hostil. No entanto, os psicopatas secundários são mais ansiosos e apresentam um funcionamento interpessoal mais fraco (e.g. irritabilidade). Além desta dicotomia, os psicopatas também podem ser entendidos como psicopatas de sucesso ou psicopatas de não-sucesso. Um psicopata de sucesso apresenta determinado nível de traços de psicopatia, porém, consegue manter-se enquadrado nas normas societárias, distanciado de problemas judiciais (Lykken, 1995; Widom, 1977). Tendo em conta que os psicopatas apresentam défices no reconhecimento de emoções em expressões faciais (Iria & Barbosa, 2009) e em vozes, tanto a nível semântico como prosódico (Bagley, Kosson & Abramowitz, 2009), este projeto pretende submeter indivíduos psicopatas de sucesso (tanto primários como secundários) e indivíduos não-psicopatas a um paradigma de Stroop emocional modificado cujas condições congruentes e incongruentes são montadas com estímulos visuais (faces) e estímulos auditivos (vozes). É esperado que os não-psicopatas acusem interferência (efeito de Stroop) contrariamente aos psicopatas que não o deverão acusar.