Publicação

Ingestão compulsiva na obesidade: O peso do comportamento e da satisfação com o suporte numa realidade insular e continental

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O crescente número de indivíduos com obesidade e ingestão compulsiva no panorama mundial constitui um problema de saúde pública. Torna-se relevante compreender as especificidades experienciadas por estes indivíduos. Objetiva-se investigar se a ingestão compulsiva em pessoas com obesidade é influenciada pelo comportamento alimentar, pela satisfação com o suporte social, pelo IMC, por variáveis sociodemográficas, de saúde e estilo de vida. Pretende-se, também, comparar a prática de ingestão compulsiva entre indivíduos de Portugal continental e da ilha de São Miguel, Açores – arquipélago com maior incidência nacional de obesidade. Esta amostra é constituída por participantes de Portugal continental e de São Miguel (n=187). Os resultados demonstraram associação entre a ingestão compulsiva e a ingestão externa (β=,559; p<,001) e entre a ingestão compulsiva e a ingestão emocional (β=,530; p<,001). E associação entre a ingestão compulsiva e a satisfação com o suporte amigos (β=-,206; p=,016). Não se verificou associação entre a ingestão compulsiva e o IMC (r=,225;p=,609), nem diferenças entre os participantes insulares e os de Portugal continental nesta ingestão (t(115,897)=-1,382;p=,170). Sugerem-se intervenções que promovam estratégias de coping adaptativas, relativamente à ingestão emocional e à externa e intervenções para facilitação de relacionamentos interpessoais através de atividades que fomentem práticas saudáveis (e.g., exercício físico) e redes de apoio. A ausência de diferenças entre a amostra insular e a continental relativamente à ingestão compulsiva coloca a hipótese de outras variáveis (e.g., gastronomia rica em sódio) explicarem as suas diferenças na prevalência de obesidade, que não as estudadas nesta investigação.
Autores principais:Silva, Maria Rita Garoupa Albergaria
Assunto:Obesidade Ingestão compulsiva Comportamento alimentar Satisfação com o suporte social Obesity Binge eating Eating behavior Social support satisfaction
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O crescente número de indivíduos com obesidade e ingestão compulsiva no panorama mundial constitui um problema de saúde pública. Torna-se relevante compreender as especificidades experienciadas por estes indivíduos. Objetiva-se investigar se a ingestão compulsiva em pessoas com obesidade é influenciada pelo comportamento alimentar, pela satisfação com o suporte social, pelo IMC, por variáveis sociodemográficas, de saúde e estilo de vida. Pretende-se, também, comparar a prática de ingestão compulsiva entre indivíduos de Portugal continental e da ilha de São Miguel, Açores – arquipélago com maior incidência nacional de obesidade. Esta amostra é constituída por participantes de Portugal continental e de São Miguel (n=187). Os resultados demonstraram associação entre a ingestão compulsiva e a ingestão externa (β=,559; p<,001) e entre a ingestão compulsiva e a ingestão emocional (β=,530; p<,001). E associação entre a ingestão compulsiva e a satisfação com o suporte amigos (β=-,206; p=,016). Não se verificou associação entre a ingestão compulsiva e o IMC (r=,225;p=,609), nem diferenças entre os participantes insulares e os de Portugal continental nesta ingestão (t(115,897)=-1,382;p=,170). Sugerem-se intervenções que promovam estratégias de coping adaptativas, relativamente à ingestão emocional e à externa e intervenções para facilitação de relacionamentos interpessoais através de atividades que fomentem práticas saudáveis (e.g., exercício físico) e redes de apoio. A ausência de diferenças entre a amostra insular e a continental relativamente à ingestão compulsiva coloca a hipótese de outras variáveis (e.g., gastronomia rica em sódio) explicarem as suas diferenças na prevalência de obesidade, que não as estudadas nesta investigação.