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Era um vez uma mulher: Microagressões de género, saúde mental e estratégias de coping

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As microagressões de género são formas subtis e persistentes de sexismo com impacto documentado na saúde mental, mas ainda pouco investigadas em Portugal. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre microagressões de género e indicadores de saúde mental em mulheres adultas portuguesas, bem como testar secundariamente o efeito moderador de estratégias de coping, em especial o coping maladaptativo, nessa relação. Participaram 238 mulheres com idades entre 18 e 74 anos, recrutadas por amostragem de conveniência e bola de neve. Foi aplicado um questionário online que incluiu medidas sociodemográficas, a Escala de Microagressões Femininas (Female Microaggressions Scale, FeMS), a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21) e a Escala Toulousiana de Coping – Reduzida (ETC-R). Os resultados indicaram que níveis mais elevados de microagressões de género associaram-se a piores indicadores de saúde mental, especialmente entre mulheres LGBTQIA+. Não se confirmou o efeito moderador do coping mal-adaptativo. Estratégias de coping adaptativas associaram-se a melhores indicadores de saúde mental. Esses achados ressaltam a relevância das microagressões de género como fator de risco para a saúde mental de mulheres, especialmente de minorias sexuais, indicando a necessidade de intervenções que visem mitigar seus efeitos e promover estratégias de coping adaptativas.
Autores principais:Barbosa, Beatriz Maria Pereira Moreira Pinto
Assunto:Microagressões Género Saúde mental Coping Mulheres Gender microaggressions Mental health Coping Women
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:As microagressões de género são formas subtis e persistentes de sexismo com impacto documentado na saúde mental, mas ainda pouco investigadas em Portugal. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre microagressões de género e indicadores de saúde mental em mulheres adultas portuguesas, bem como testar secundariamente o efeito moderador de estratégias de coping, em especial o coping maladaptativo, nessa relação. Participaram 238 mulheres com idades entre 18 e 74 anos, recrutadas por amostragem de conveniência e bola de neve. Foi aplicado um questionário online que incluiu medidas sociodemográficas, a Escala de Microagressões Femininas (Female Microaggressions Scale, FeMS), a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21) e a Escala Toulousiana de Coping – Reduzida (ETC-R). Os resultados indicaram que níveis mais elevados de microagressões de género associaram-se a piores indicadores de saúde mental, especialmente entre mulheres LGBTQIA+. Não se confirmou o efeito moderador do coping mal-adaptativo. Estratégias de coping adaptativas associaram-se a melhores indicadores de saúde mental. Esses achados ressaltam a relevância das microagressões de género como fator de risco para a saúde mental de mulheres, especialmente de minorias sexuais, indicando a necessidade de intervenções que visem mitigar seus efeitos e promover estratégias de coping adaptativas.