Publicação
O diário de Etty Hillesum (1941-1942) : Uma leitura dos mecanismos de defesa
| Resumo: | O trabalho tem por objectivo analisar o Diário (1941-1942) da jovem judia, Etty Hillesum, que morreu em Auschwitz, em Novembro de 1943. Inserida num ambiente apocalíptico, Etty deixa transparecer as tensões do seu mundo numa linguagem considerada profunda e rica, mas cujo estudo psicológico está ainda por fazer. A fluidez do texto em estudo é, por si, reveladora de uma espontaneidade própria de um Diário. O pensamento passa directamente para o papel sem estar demasiado condicionado pela censura de um apertado filtro (o Superego) reflectindo, por isso, com notável sinceridade, aspectos íntimos da autora, as suas dúvidas e análises, os seus propósitos e ideais, os seus conflitos e receios. Reflecte a imagem de si e de outros, sua labilidade emocional e, sobretudo, a evolução psicológica na fase última de vida. Deste modo, a leitura do Diário permite-nos aceder à realidade subjectiva da autora. Entre outros aspectos, procuramos compreender a função da escrita, como arma e forma de resistência contra o horror que a rodeava. Por outro lado, tentamos perceber as motivações inconscientes daquela que rejeitou desempenhar o papel de vítima. Com que atitude enfrentou uma «situação extrema», situação que não escolheu, mas da qual também não procurou escapar? Partindo de pressupostos teóricos do modelo psicanalítico e recorrendo a um método de análise qualitativa, o trabalho centra-se, fundamentalmente, na compreensão dos mecanismos defensivos subjacentes à forma peculiar de actuar daquela que é um testemunho vivo de umas das maiores tragédias da nossa história. |
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| Autores principais: | Pita, Nélio |
| Assunto: | Etty Hillesum Mecanismos de defesa Holocausto Deus Literatura Defensive mechanism Holocaust God Literature |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O trabalho tem por objectivo analisar o Diário (1941-1942) da jovem judia, Etty Hillesum, que morreu em Auschwitz, em Novembro de 1943. Inserida num ambiente apocalíptico, Etty deixa transparecer as tensões do seu mundo numa linguagem considerada profunda e rica, mas cujo estudo psicológico está ainda por fazer. A fluidez do texto em estudo é, por si, reveladora de uma espontaneidade própria de um Diário. O pensamento passa directamente para o papel sem estar demasiado condicionado pela censura de um apertado filtro (o Superego) reflectindo, por isso, com notável sinceridade, aspectos íntimos da autora, as suas dúvidas e análises, os seus propósitos e ideais, os seus conflitos e receios. Reflecte a imagem de si e de outros, sua labilidade emocional e, sobretudo, a evolução psicológica na fase última de vida. Deste modo, a leitura do Diário permite-nos aceder à realidade subjectiva da autora. Entre outros aspectos, procuramos compreender a função da escrita, como arma e forma de resistência contra o horror que a rodeava. Por outro lado, tentamos perceber as motivações inconscientes daquela que rejeitou desempenhar o papel de vítima. Com que atitude enfrentou uma «situação extrema», situação que não escolheu, mas da qual também não procurou escapar? Partindo de pressupostos teóricos do modelo psicanalítico e recorrendo a um método de análise qualitativa, o trabalho centra-se, fundamentalmente, na compreensão dos mecanismos defensivos subjacentes à forma peculiar de actuar daquela que é um testemunho vivo de umas das maiores tragédias da nossa história. |
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