Publicação
Vamos conversar? A comunicação parental sobre sexualidade: O impacto na experiência sexual dos filhos em idade adulta
| Resumo: | A comunicação parental sobre sexualidade durante o crescimento dos filhos associase a comportamentos sexuais seguros na adolescência e a uma vivência sexual positiva na adultez, contudo, a maioria dos estudos centram-se nas perspetivas dos pais ou adolescentes. Assim, torna-se relevante aprofundar estas associações na experiência dos filhos em início de idade adulta e em contexto nacional. Assente na Teoria dos Padrões de Comunicação Familiares, este estudo analisa o efeito da comunicação parental sobre sexualidade no autoconceito e satisfação sexual dos filhos adultos. O estudo segue um desenho misto: na componente quantitativa participaram 100 filhos que completaram: Questionário Sociodemográfico, Questionário de Comunicação Parental e Autoconceito Sexual e a Nova Escala de Satisfação Sexual- versão reduzida, analisadas através do SPSS; na dimensão qualitativa contou-se com 11 participantes que realizaram entrevistas semiestruturadas, analisadas através de Análise Temática Reflexiva. Os resultados demonstram uma maior comunicação parental sobre sexualidade nos filhos jovens adultos face aos filhos adultos; sustentam que famílias com alta orientação para conversa apresentam níveis superiores de comunicação e autoconceito sexual; validam correlação positiva entre comunicação parental e comunicação parental sobre sexualidade; revelam que níveis mais altos de comunicação parental sexual predizem maior satisfação e o autoconceito dos filhos; evidenciam a importância de uma comunicação parental empática para uma vivência positiva da sexualidade em contraste com o silêncio ou julgamento; salientam que mais do que a frequência da comunicação importa a qualidade e que na ausência de diálogo familiar, os filhos recorrem a fontes extrafamiliares, porém não substituem o papel dos cuidadores. |
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| Autores principais: | Gomes, Margarida Guerreiro Campos Palma |
| Assunto: | Comunicação parental sobre sexualidade filhos em idade adulta autoconceito sexual satisfação sexual Teoria dos Padrões de Comunicação Familiares Parental communication about sexuality adult children sexual self-concept sexual satisfaction Family Communication Patterns Theory |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A comunicação parental sobre sexualidade durante o crescimento dos filhos associase a comportamentos sexuais seguros na adolescência e a uma vivência sexual positiva na adultez, contudo, a maioria dos estudos centram-se nas perspetivas dos pais ou adolescentes. Assim, torna-se relevante aprofundar estas associações na experiência dos filhos em início de idade adulta e em contexto nacional. Assente na Teoria dos Padrões de Comunicação Familiares, este estudo analisa o efeito da comunicação parental sobre sexualidade no autoconceito e satisfação sexual dos filhos adultos. O estudo segue um desenho misto: na componente quantitativa participaram 100 filhos que completaram: Questionário Sociodemográfico, Questionário de Comunicação Parental e Autoconceito Sexual e a Nova Escala de Satisfação Sexual- versão reduzida, analisadas através do SPSS; na dimensão qualitativa contou-se com 11 participantes que realizaram entrevistas semiestruturadas, analisadas através de Análise Temática Reflexiva. Os resultados demonstram uma maior comunicação parental sobre sexualidade nos filhos jovens adultos face aos filhos adultos; sustentam que famílias com alta orientação para conversa apresentam níveis superiores de comunicação e autoconceito sexual; validam correlação positiva entre comunicação parental e comunicação parental sobre sexualidade; revelam que níveis mais altos de comunicação parental sexual predizem maior satisfação e o autoconceito dos filhos; evidenciam a importância de uma comunicação parental empática para uma vivência positiva da sexualidade em contraste com o silêncio ou julgamento; salientam que mais do que a frequência da comunicação importa a qualidade e que na ausência de diálogo familiar, os filhos recorrem a fontes extrafamiliares, porém não substituem o papel dos cuidadores. |
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