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Calvin e Hobbes ou o limbo das coisas semi-esquecidas: Estudo exploratório da posse dos objectos priveligiados da primeira infância

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho insere-se no âmbito da Teoria das Relações Objectais, abordando directamente o conceito de objecto transicional formulado por Winnicott (1951). Teve como objectivos a contextualização das condições de surgimento e evolução da ligação a um objecto de transição, bem como dos objectos indutores do sono, aparentemente mais precoces. Procurou-ses ainda, caracterizar as fases do desenvolvimento primitivo de crianças que possuem um apego observável a um objecto transicional e de crianças que necessitam de um objecto de adormecimento, contrastando-as com as vivências de crianças que não evidenciam qualquer apego a um objecto específico. Finalmente, avaliaram-se diversos índices de psicopatologia materna, nestes três grupos de crianças. Os sujeitos observados eram alunos de creche e jardim de infância, pertencentes à faixa etária entre os 12 e os 42 meses. Para alcançar os objectivos pretendidos, utilizou-se um questionário de desenvolvimento e três instrumentos de auto-avaliação de sintomas psicopatológicos gerais, depressão e ansiedade. Os resultados mostraram que os objectos de adormecimento são mais precoces que o objecto transicional, cujo apego só se reflectiu no comportamento infantil, após o primeiro aniversário. A análise dos dados de desenvolvimento evidenciou uma tendência para que as crianças sem apego observável a um objecto de transição ou de adormecimento se mantenham ainda muito próximas da figura materna, preservando-se as características iniciais da relação precoce mãe-filho, por um período mais prolongado. Por fim, salientou-se uma tendência para que estas mães apresentem índices mais elevados de sintomatologia psicopatológica, comparativamente com as dos restantes grupos.
Autores principais:Castelo, Isabel Cristina Machado Bicha
Assunto:Psicologia clínica Relações de objecto Psicanálise Instrumento Depressão Ansiedade Objectos transicionais Relação mãe-criança Clinical psychology Object relations Psychoanalysis Depression Instruments Anxiety Transitional object Mother-child relations
Ano:2001
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Este trabalho insere-se no âmbito da Teoria das Relações Objectais, abordando directamente o conceito de objecto transicional formulado por Winnicott (1951). Teve como objectivos a contextualização das condições de surgimento e evolução da ligação a um objecto de transição, bem como dos objectos indutores do sono, aparentemente mais precoces. Procurou-ses ainda, caracterizar as fases do desenvolvimento primitivo de crianças que possuem um apego observável a um objecto transicional e de crianças que necessitam de um objecto de adormecimento, contrastando-as com as vivências de crianças que não evidenciam qualquer apego a um objecto específico. Finalmente, avaliaram-se diversos índices de psicopatologia materna, nestes três grupos de crianças. Os sujeitos observados eram alunos de creche e jardim de infância, pertencentes à faixa etária entre os 12 e os 42 meses. Para alcançar os objectivos pretendidos, utilizou-se um questionário de desenvolvimento e três instrumentos de auto-avaliação de sintomas psicopatológicos gerais, depressão e ansiedade. Os resultados mostraram que os objectos de adormecimento são mais precoces que o objecto transicional, cujo apego só se reflectiu no comportamento infantil, após o primeiro aniversário. A análise dos dados de desenvolvimento evidenciou uma tendência para que as crianças sem apego observável a um objecto de transição ou de adormecimento se mantenham ainda muito próximas da figura materna, preservando-se as características iniciais da relação precoce mãe-filho, por um período mais prolongado. Por fim, salientou-se uma tendência para que estas mães apresentem índices mais elevados de sintomatologia psicopatológica, comparativamente com as dos restantes grupos.