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Natureza e expressão da criatividade na sobredotação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No intuito de elaborar um estudo compreensivo da natureza e expressão da criatividade na sobredotação, procedeu-se à definição da unidade de um estudo de caso, à revisão de literatura, à aplicação do Teste de Rorschach, à elaboração de um protocolo e à análise quantitativa e qualitativa do mesmo. O participante foi um sujeito sobredotado de 14 anos recolhido num grupo de encontros e actividades para crianças sobredotadas, realizado semanalmente na Universidade Lusófona. A criatividade foi estudada e avaliada à luz dos critérios de diversos autores, tanto à luz do modelo cognitivo como do modelo psicanalítico. Esta análise foi, no entanto, estudada mais profundamente à luz da visão dos autores do modelo psicanalítico, para quem a criatividade implicava estudar o processo de simbolização e relações dos símbolos criados com a vida psíquica do sujeito. Os resultados revelaram criatividade significativa do sujeito segundo os critérios de alguns autores, mas revelaram pouca criatividade à luz dos autores da literatura psicanalítica em que nos baseamos mais, nomeadamente, de Klein, Segal e Bion. Isto, porque os símbolos construídos pelo sujeito não lhe ofereciam contenção emocional, afastavamento das angústias emergentes que a prova lhe despertava, nem promoviam a resolução das problemáticas.
Autores principais:Pinheiro, Nuno de Noronha Ozório Niza
Assunto:Criatividade Sobredotação Simbolização Estudo de caso Teste de Rorschach Creativity Giftedness Symbolization Case study Rorschach test
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:No intuito de elaborar um estudo compreensivo da natureza e expressão da criatividade na sobredotação, procedeu-se à definição da unidade de um estudo de caso, à revisão de literatura, à aplicação do Teste de Rorschach, à elaboração de um protocolo e à análise quantitativa e qualitativa do mesmo. O participante foi um sujeito sobredotado de 14 anos recolhido num grupo de encontros e actividades para crianças sobredotadas, realizado semanalmente na Universidade Lusófona. A criatividade foi estudada e avaliada à luz dos critérios de diversos autores, tanto à luz do modelo cognitivo como do modelo psicanalítico. Esta análise foi, no entanto, estudada mais profundamente à luz da visão dos autores do modelo psicanalítico, para quem a criatividade implicava estudar o processo de simbolização e relações dos símbolos criados com a vida psíquica do sujeito. Os resultados revelaram criatividade significativa do sujeito segundo os critérios de alguns autores, mas revelaram pouca criatividade à luz dos autores da literatura psicanalítica em que nos baseamos mais, nomeadamente, de Klein, Segal e Bion. Isto, porque os símbolos construídos pelo sujeito não lhe ofereciam contenção emocional, afastavamento das angústias emergentes que a prova lhe despertava, nem promoviam a resolução das problemáticas.