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O recovery em familiares de pessoas com experiência de doença mental

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A participação da família no processo de recuperação da pessoa com experiência de doença mental é de fundamental importância, pois esta é um suporte na vida do doente que vive este desafio. Para que este suporte seja positivo é necessário o próprio recovery familiar. O recovery nas famílias é visto como a capacidade de lidar com as adversidades da doença mental, recorrendo do suporte dos outros, encontrando força e esperança para as mudanças na sua vida e aprendendo estratégias para a cooperação entre todos os membros da família com o objectivo de um futuro melhor. Através do contacto directo com quatro familiares que convivem com pessoas com experiência de doença mental e aos quais fizemos entrevistas individualizadas, procuramos identificar a existência daqueles processos na vida familiar dos entrevistados e compreender os impactos positivos que advém dos desafios resultantes da convivência com uma pessoa com experiência de doença mental. Como metodologia esta dissertação utiliza o método qualitativo de análise temática dedutiva, tendo sido realizadas entrevistas a quatro participantes, dois pais e duas mães. Os resultados foram divididos por 5 temas previamente definidos com base na análise de um artigo empírico, são estes; Suporte, Esperança e Optimsimo, Identidade, Significado de Vida e Empowerment. Estes demonstram a existência de impactos positivos decorrentes do Processo de Recovery, nomeadamente um reforço da união familiar, o apoio da família, dos profissionais de saúde e de outras famílias, que passam pela mesma experiência. Decorrente ainda do processo de recovery familiar é a constatação dos seus elementos marcarem novos objectivos de vida para si próprios, procurarem mais conhecimento sobre a doença, mostrarem mais disponibilidade para ajudar os outros e, deste modo, ganharem um sentimento de preenchimento e satisfação por cumprirem um dever, sentindo prazer na prestação de cuidados, na relação com o familiar e na ligação com a comunidade.
Autores principais:Pereira, Adriana Cortez de Melo Araújo
Assunto:Família Doença mental Recovery Family Mental illness
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A participação da família no processo de recuperação da pessoa com experiência de doença mental é de fundamental importância, pois esta é um suporte na vida do doente que vive este desafio. Para que este suporte seja positivo é necessário o próprio recovery familiar. O recovery nas famílias é visto como a capacidade de lidar com as adversidades da doença mental, recorrendo do suporte dos outros, encontrando força e esperança para as mudanças na sua vida e aprendendo estratégias para a cooperação entre todos os membros da família com o objectivo de um futuro melhor. Através do contacto directo com quatro familiares que convivem com pessoas com experiência de doença mental e aos quais fizemos entrevistas individualizadas, procuramos identificar a existência daqueles processos na vida familiar dos entrevistados e compreender os impactos positivos que advém dos desafios resultantes da convivência com uma pessoa com experiência de doença mental. Como metodologia esta dissertação utiliza o método qualitativo de análise temática dedutiva, tendo sido realizadas entrevistas a quatro participantes, dois pais e duas mães. Os resultados foram divididos por 5 temas previamente definidos com base na análise de um artigo empírico, são estes; Suporte, Esperança e Optimsimo, Identidade, Significado de Vida e Empowerment. Estes demonstram a existência de impactos positivos decorrentes do Processo de Recovery, nomeadamente um reforço da união familiar, o apoio da família, dos profissionais de saúde e de outras famílias, que passam pela mesma experiência. Decorrente ainda do processo de recovery familiar é a constatação dos seus elementos marcarem novos objectivos de vida para si próprios, procurarem mais conhecimento sobre a doença, mostrarem mais disponibilidade para ajudar os outros e, deste modo, ganharem um sentimento de preenchimento e satisfação por cumprirem um dever, sentindo prazer na prestação de cuidados, na relação com o familiar e na ligação com a comunidade.