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Estigma e psicopatologia : relação entre a psicopatologia do próprio e o estigma perante a doença mental

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Entre os diversos grupos de indivíduos que são alvo de estigma, encontra-se o grupo de pessoas que sofre de perturbações mentais. Vários estudos afirmam que pessoas com doenças psiquiátricas parecem estar sujeitas a um maior nível de desaprovação do que as pessoas com doenças físicas. Neste sentido, as preocupações com a estigmatização é um dos principais fatores que cria barreiras ao tratamento, à utilização dos serviços de saúde mental e a adesão ao tratamento, avanços clínicos e limitação no potencial de funcionamento independente. Esta dissertação incumbe-se de retratar a relação entre os sintomas psicopatológicos e o estigma perante a doença mental nos estudantes de psicologia, já que estes representam a futura primeira linha de ação no tratamento da doença mental. Para a obtenção dos resultados pretendidos foram utilizados o Inventário de Crenças acerca das Doenças Mentais (ICDM) de Loureiro (2008) e o Inventário de Sintomas Psicológicos (BSI) traduzida e adaptada para português por Canavarro (1999). Sintomas psicopatológicos como Sensibilidade Interpessoal, Depressão, Ideação paranoide e Psicoticismo estão relacionados com uma visão estereotipada do indivíduo com doença mental. Foi também possível inferir o efeito preditivo da depressão sobre uma das subescalas do ICDM. Estes resultados sugerem alguma, embora não completa, ligação entre a experiência de sintomas e o estigma em relação a outros.
Autores principais:Matos, Tatiana Caratão
Assunto:Estigma na doença mental Psicopatologia Estudantes de psicologia Mental Health stigma Psychopathology Psychology students
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Entre os diversos grupos de indivíduos que são alvo de estigma, encontra-se o grupo de pessoas que sofre de perturbações mentais. Vários estudos afirmam que pessoas com doenças psiquiátricas parecem estar sujeitas a um maior nível de desaprovação do que as pessoas com doenças físicas. Neste sentido, as preocupações com a estigmatização é um dos principais fatores que cria barreiras ao tratamento, à utilização dos serviços de saúde mental e a adesão ao tratamento, avanços clínicos e limitação no potencial de funcionamento independente. Esta dissertação incumbe-se de retratar a relação entre os sintomas psicopatológicos e o estigma perante a doença mental nos estudantes de psicologia, já que estes representam a futura primeira linha de ação no tratamento da doença mental. Para a obtenção dos resultados pretendidos foram utilizados o Inventário de Crenças acerca das Doenças Mentais (ICDM) de Loureiro (2008) e o Inventário de Sintomas Psicológicos (BSI) traduzida e adaptada para português por Canavarro (1999). Sintomas psicopatológicos como Sensibilidade Interpessoal, Depressão, Ideação paranoide e Psicoticismo estão relacionados com uma visão estereotipada do indivíduo com doença mental. Foi também possível inferir o efeito preditivo da depressão sobre uma das subescalas do ICDM. Estes resultados sugerem alguma, embora não completa, ligação entre a experiência de sintomas e o estigma em relação a outros.