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Diálogos consigo própria: O poder psicoterapêutico da escrita diarística em Zlata filipovic

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Diário de Zlata, escrito durante o duradouro conflito armado da Bósnia e Herzegovina, revela na primeira pessoa a vida de uma jovem, dos 10 aos 13 anos, que vê o seu promissor futuro desmoronar-se a cada obus que cai perto de si. Com o apoio da perspectiva psicanalítica, pretendemos compreender de que forma a escrita diarística poderá ter um efeito psicoterapêutico, considerando o contexto biopsicossocial de Zlata. Diversos são os estudos que demonstram melhorias psíquicas nos indivíduos que usam a palavra caligrafada como forma de contactarem com as suas emoções, no que concerne a vivências adversas, uma vez que adquirem maior capacidade de adaptação às mesmas (Parreira, 2012). Aceitando que a transformação ou recriação do mundo interno do indivíduo depende da sua capacidade criativa, então através da mesma ele poderá expressar-se emocionalmente (Ostrower, 1977, citado por Santos, 2012). Assim sendo, inerente a qualquer ato criativo estão os processos de sublimação, simbolização, reparação e função continente, fundamentais terapeuticamente. De acordo com as reflexões, concluímos que a escrita do diário teve para Zlata um efeito psicoterapêutico crucial que impediu que o seu mundo interno entrasse em rutura, num contexto potencialmente traumático.
Autores principais:Broegas, Raquel Carina dos Santos
Assunto:Zlata Escrita diarística Sublimação Simbolização Reparação Função continente Journal writings Sublimation Symbolization Reparation Continent function
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O Diário de Zlata, escrito durante o duradouro conflito armado da Bósnia e Herzegovina, revela na primeira pessoa a vida de uma jovem, dos 10 aos 13 anos, que vê o seu promissor futuro desmoronar-se a cada obus que cai perto de si. Com o apoio da perspectiva psicanalítica, pretendemos compreender de que forma a escrita diarística poderá ter um efeito psicoterapêutico, considerando o contexto biopsicossocial de Zlata. Diversos são os estudos que demonstram melhorias psíquicas nos indivíduos que usam a palavra caligrafada como forma de contactarem com as suas emoções, no que concerne a vivências adversas, uma vez que adquirem maior capacidade de adaptação às mesmas (Parreira, 2012). Aceitando que a transformação ou recriação do mundo interno do indivíduo depende da sua capacidade criativa, então através da mesma ele poderá expressar-se emocionalmente (Ostrower, 1977, citado por Santos, 2012). Assim sendo, inerente a qualquer ato criativo estão os processos de sublimação, simbolização, reparação e função continente, fundamentais terapeuticamente. De acordo com as reflexões, concluímos que a escrita do diário teve para Zlata um efeito psicoterapêutico crucial que impediu que o seu mundo interno entrasse em rutura, num contexto potencialmente traumático.