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Uma insegurança insaciável: A significância da qualidade da vinculação para a obesidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A obesidade é atualmente considerada uma epidemia global, difícil de tratar e de prevenir, e a sua prevalência na infância consiste num dos mais sérios desafios da saúde pública do século XXI. A investigação tem sugerido que uma maior compreensão dos aspetos psicológicos da obesidade poderá contribuir para a prevenção e intervenção. Neste sentido, alguns estudos apontam para uma associação entre a qualidade da vinculação e a obesidade na infância, sendo que esta associação se estende até à adolescência. O presente estudo teve como objetivo avaliar a significância da qualidade da vinculação para a obesidade em pré-adolescentes entre os 10 e os 14 anos. Participaram no estudo 46 pré-adolescentes da Consulta de Obesidade Pediátrica do Hospital de Santa Maria. A qualidade da vinculação foi avaliada através da adaptação portuguesa da Security Scale (Kerns, Mathews, Koehn, Williams, & Siener-Ciesla, 2015). Para a avaliação da obesidade foram recolhidos o índice de massa corporal (IMC), a percentagem de massa gorda (%MG) e de massa muscular (%MM) e o perímetro da cintura (PC). Os resultados obtidos sustentam, em parte, a investigação realizada com crianças e adolescentes, demonstrando que a relação entre a qualidade da vinculação (mais especificamente as funções de porto seguro e de base segura) e a obesidade não é significativa. Contudo, contrariamente a dados anteriores, este estudo revela uma tendência positiva na relação entre a qualidade da vinculação e obesidade.
Autores principais:Santos, Ana Filipa Rodrigues
Assunto:Obesidade Vinculação Porto seguro Base segura Terceira infância Obesity Attachment Safe haven Secure base Middle Childhood
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A obesidade é atualmente considerada uma epidemia global, difícil de tratar e de prevenir, e a sua prevalência na infância consiste num dos mais sérios desafios da saúde pública do século XXI. A investigação tem sugerido que uma maior compreensão dos aspetos psicológicos da obesidade poderá contribuir para a prevenção e intervenção. Neste sentido, alguns estudos apontam para uma associação entre a qualidade da vinculação e a obesidade na infância, sendo que esta associação se estende até à adolescência. O presente estudo teve como objetivo avaliar a significância da qualidade da vinculação para a obesidade em pré-adolescentes entre os 10 e os 14 anos. Participaram no estudo 46 pré-adolescentes da Consulta de Obesidade Pediátrica do Hospital de Santa Maria. A qualidade da vinculação foi avaliada através da adaptação portuguesa da Security Scale (Kerns, Mathews, Koehn, Williams, & Siener-Ciesla, 2015). Para a avaliação da obesidade foram recolhidos o índice de massa corporal (IMC), a percentagem de massa gorda (%MG) e de massa muscular (%MM) e o perímetro da cintura (PC). Os resultados obtidos sustentam, em parte, a investigação realizada com crianças e adolescentes, demonstrando que a relação entre a qualidade da vinculação (mais especificamente as funções de porto seguro e de base segura) e a obesidade não é significativa. Contudo, contrariamente a dados anteriores, este estudo revela uma tendência positiva na relação entre a qualidade da vinculação e obesidade.