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Resiliência das crianças e adolescentes

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Summary:Introdução: A parentalidade tem vindo a assumir um papel central nos temas de saúde, pelas implicações que pode ter não só na saúde e bem-estar dos progenitores, mas sobretudo ao nível do saudável desenvolvimento físico, cognitivo e emocional da criança e do adolescente.  Objetivos: Analisar a perceção dos pais relativamente à resiliência das crianças e adolescentes.  Métodos: Estudo quantitativo, descritivo e correlacional que envolveu uma amostra por conveniência não probabilística de 592 pais. Foi aplicado um questionário de caracterização sociodemográfica e a subescala Internal Assets do questionário Healthy Kids Resilience Assessment Module (versão 6.0), adaptada para a população portuguesa por Martins (2005). É uma subescala tipo Likert constituída por 18 itens classificada em 4 pontos correspondentes às seguintes seis dimensões: Cooperação e Comunicação; Autoeficácia; Empatia; Resolução de Problemas; Autoconsciência e Metas e Aspirações.  Resultados: Ao analisar as dimensões da resiliência e o fator global de resiliência das crianças/adolescentes entendidos pelos pais, constata-se que a maior média corresponde à dimensão metas e aspirações (M = 77.06 ± 21.75) e a menor refere-se à dimensão da autoeficácia (M = 62.37 ± 19.13). O coeficiente de variação indica uma dispersão moderada quando comparado com as médias registadas.  A perceção dos pais mais jovens é de que as crianças são mais resilientes em todas as dimensões da resiliência, com diferenças significativas para a empatia, a resolução de problemas e a resiliência global.  Conclusões: A idade dos pais e a idade revelaram-se preditores da perceção dos pais sobre a resiliência dos filhos, sendo estas variáveis a considerar na promoção da parentalidade positiva e na capacidade de adaptação à adversidade para a promoção da saúde mental e prevenção do comportamento de risco em crianças e adolescentes. 
Main Authors:Ferreira, Manuela
Other Authors:Aparício, Graça; Silva, Ernestina; Campos, Sofia; Duarte, João; Amaral, Odete
Subject:Life and Healthcare Sciences
Year:2020
Country:Portugal
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Introducción: La parentalidad ha venido a asumir un papel central en los temas de salud, por las implicaciones que puede tener no sólo en la salud y el bienestar de los progenitores, sino sobre todo al nivel del sano desarrollo físico, cognitivo y emocional del niño y del adolescente.  Objetivos: Analizar la percepción de los padres sobre la resiliencia de los niños y adolescentes.  Métodos: Estudio cuantitativo, descriptivo y correlacional que involucró una muestra por conveniencia no probabilística de 592 padres. Se aplicó un cuestionario de características sociodemográficas y subescala Internal Assets cuestionario Healthy Kids Resilience Assessment Module (versión 6.0), adaptada a la población portuguesa por Martins (2005). Es una subescala tipo Likert constituida por 18 ítems clasificada en 4 puntos correspondientes a las siguientes seis dimensiones: Cooperación y Comunicación; Auto-eficacia; Empatía; Solución de problemas; Autoconciencia y Metas y Aspiraciones.  Resultados: Al analizar las dimensiones de la resiliencia y el factor global de resiliencia de los niños / adolescentes entendidos por los padres, se constata que la mayor media corresponde a la dimensión metas y aspiraciones (M = 77.06 ± 21.75) y la menor refiere a la dimensión de la autoeficacia (M = 62.37 ± 19.13). El coeficiente de variación indica una dispersión moderada cuando se compara con los promedios registrados.  La percepción de los padres más jóvenes es que los niños son más resilientes en todas las dimensiones de la resiliencia, con diferencias significativas para la empatía, la resolución de problemas y la resiliencia global siendo estas variables a considerar en la promoción de la parentalidad positiva.  Conclusiones: La edad de los padres y la edad fueron predictores de la percepción de los padres sobre la capacidad de recuperación de sus hijos, y estas variables deben considerarse en la promoción de la crianza positiva y en la capacidad de adaptarse a la adversidad para la promoción de la salud mental y la prevención del comportamiento de riesgo en niños y adolescentes. 
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