| Summary: | Introdução: As técnicas não farmacológicas de alívio da dor durante o trabalho de parto são um instrumento valioso gerido quer pela mulher/casal, quer pelo Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (EEESMO) ou profissional que assiste ao parto, sendo a sua implementação e eficácia influenciadas por uma multiplicidade de fatores. Objetivo: Determinar que variáveis sociodemográficas, profissionais e de contexto de formação interferem na aplicação das técnicas não farmacológicas no trabalho de parto e parto pelo EEESMO. Métodos: Estudo analítico, descritivo-correlacional, transversal, com amostra não probabilística, intencional por conveniência (N=204 enfermeiros). Aplicou-se um instrumento de recolha de dados para caracterizar as dimensões sociodemográficas e uma escala validada na presente investigação, com um alfa global de 0,906, para avaliar a utilização das diversas técnicas não farmacológicas para alívio da dor no trabalho de parto pelo EEESMO. Resultados: Em 84,3% da amostra, a sala de partos onde exercem proporciona técnicas não farmacológicas de alívio da dor à parturiente; em 59,3% são disponibilizadas à parturiente desde a admissão na sala de partos e em 31,9% desde o início do trabalho de parto, sendo as mais evidentes: Bola de Pilates (66,7%), hidroterapia (53,9%), massagem (43,1%), a livre deambulação (34,3%), musicoterapia (29,9%), técnicas de respiração (21,6%), termoterapia (11,8%), liberdade de movimentos (11,8%) e rebozo (10,3%). Os enfermeiros do género feminino, na faixa etária dos 36-44 anos de idade, aplicam mais as técnicas não farmacológicas sensoriais, mecânicas, emocionais e dinâmicas. Conclusão: Os EEESMO desempenham um papel privilegiado ao nível do acompanhamento do trabalho de parto, cabendo-lhes informar as grávidas/parturientes) sobre as técnicas não farmacológicas de alívio da dor, proporcionando a sua aplicação durante o trabalho de parto, tornando, assim, o parto mais humanizado e uma experiência mais gratificante. |