| Summary: | Introdução: A Enfermagem Forense, área clínica dedicada à preservação de evidências, assume relevância na avaliação, tratamento e acompanhamento de vítimas de violência e de agressores. Os enfermeiros, pelas funções estratégicas na identificação, recolha, preservação e documentação de vestígios forenses, devem possuir conhecimentos baseados na evidência. Objetivo: Analisar o impacto de uma formação específica no nível de conhecimento em EF, antes e após a respetiva frequência, segundo a perceção da amostra. Métodos: Estudo exploratório, quantitativo, baseado nos dados obtidos através da aplicação do Questionário de Conhecimentos sobre Práticas de Enfermagem Forense (Libório & Cunha, 2012) a uma amostra de 49 enfermeiros (N=49) de uma Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal. A amostra foi maioritariamente feminina (91,8%), com idade média de 33,04 anos (DP=5,31), com Licenciatura (91,8%), Mestrado (8,2%) e Especialista (28,6%). Resultados: O nível de conhecimento antes da formação foi de 80,4%, aumentando para 89,7% após a formação. Observou-se melhoria nas dimensões avaliadas (ante =80,4; após =89,7). A dimensão Comunicação e Documentação apresentou diferença estatisticamente significativa (antes =86,7; após =90,2; p>0,05), enquanto a menor alteração ocorreu na Dimensão Cuidados de Enfermagem Gerais (antes =89,0 e após =90,4). Conclusão: A formação demonstrou impacto positivo no nível de conhecimento em EF, evidenciando a importância do investimento em formação para o desenvolvimento do conhecimento nesta área. Urge investir em formação, como contributo para o desenvolvimento do conhecimento em EF. |