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Erro medicamentoso na criança em ambiente hospitalar: intervenção do enfermeiro especialista em saúde infantil e pediátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A segurança do doente vem ao longo das últimas décadas a ganhar importância no decorrer dos cuidados de saúde, nomeadamente no doente pediátrico. As características intrínsecas ao desenvolvimento infantil, a necessidade de conversões entre medidas, aliada à necessidade de cálculos perante diferentes pesos corporais elevam a probabilidade da ocorrência de um erro medicamentoso no utente pediátrico até três vezes mais, comparativamente a um adulto. Objetivo: Investigar a relação entre os fatores intrínsecos aos enfermeiros e a ocorrência do erro medicamentoso, assim como caracterizar a cultura de notificação num hospital privado de Lisboa. Métodos: Trata-se de um estudo descrito, correlacional e transversal, de abordagem quantitativa. Aplicou-se um questionário a 37 enfermeiros do serviço de pediatria/urgência pediátrica, juntamente com a análise dos dados da plataforma de notificação utilizada na instituição. Resultados: A elevada carga de trabalho é a principal causa do erro terapêutico, ocorrendo essencialmente no turno da tarde. A maioria dos enfermeiros não comunica o erro, pelo que a notificação em sistema próprio tem uma fraca adesão. Conclusão: Existe uma elevada taxa de incidência de erros medicamentosos e uma reduzida taxa de notificações, dados que em conjunto carecem de uma análise e de um programa de melhoria contínua de forma a minimizar a sua ocorrência nos cuidados à criança hospitalizada. A cultura de notificação deve ser encarada como um processo de melhoria contínua, nunca aliada à responsabilização ou punição profissional.
Autores principais:Sousa, Ana Patrícia
Outros Autores:Vilelas, José
Assunto:Life and Healthcare Sciences
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Millenium
Descrição
Resumo:Introdução: A segurança do doente vem ao longo das últimas décadas a ganhar importância no decorrer dos cuidados de saúde, nomeadamente no doente pediátrico. As características intrínsecas ao desenvolvimento infantil, a necessidade de conversões entre medidas, aliada à necessidade de cálculos perante diferentes pesos corporais elevam a probabilidade da ocorrência de um erro medicamentoso no utente pediátrico até três vezes mais, comparativamente a um adulto. Objetivo: Investigar a relação entre os fatores intrínsecos aos enfermeiros e a ocorrência do erro medicamentoso, assim como caracterizar a cultura de notificação num hospital privado de Lisboa. Métodos: Trata-se de um estudo descrito, correlacional e transversal, de abordagem quantitativa. Aplicou-se um questionário a 37 enfermeiros do serviço de pediatria/urgência pediátrica, juntamente com a análise dos dados da plataforma de notificação utilizada na instituição. Resultados: A elevada carga de trabalho é a principal causa do erro terapêutico, ocorrendo essencialmente no turno da tarde. A maioria dos enfermeiros não comunica o erro, pelo que a notificação em sistema próprio tem uma fraca adesão. Conclusão: Existe uma elevada taxa de incidência de erros medicamentosos e uma reduzida taxa de notificações, dados que em conjunto carecem de uma análise e de um programa de melhoria contínua de forma a minimizar a sua ocorrência nos cuidados à criança hospitalizada. A cultura de notificação deve ser encarada como um processo de melhoria contínua, nunca aliada à responsabilização ou punição profissional.