| Resumo: | Introdução: A reunião de transição de cuidados é uma atividade de responsabilidade, vital à qualidade dos cuidados. Através da comunicação, são garantidas a segurança e a continuidade de cuidados, contribuindo para um cuidado mais humanizado à pessoa. Objetivo: Compreender as vivências dos enfermeiros na reunião de transição de cuidados em unidades de cuidados paliativos. Métodos: Estudo qualitativo, de cariz fenomenológico. Os dez enfermeiros(as) foram identificados(as) através da técnica de amostragem intencional em rede. A técnica de obtenção de dados foi a entrevista semiestruturada audiogravada, sendo a análise realizada de acordo com o método fenomenológico descritivo de Giorgi. Resultados: Identificou-se a comunicação como pilar fundamental da reunião de transição de cuidados que promove uma maior eficácia na continuidade de cuidados prestados à pessoa/família/cuidador com necessidades paliativas. Destacaram-se fatores facilitadores (organização da informação e partilha de experiências) e limitadores (gestão do tempo e interrupções). Para mitigar estes últimos, sugeriram formação contínua, melhorias nos registos, mais tempo para as reuniões. Conclusão: Os enfermeiros em cuidados paliativos destacaram a comunicação eficaz nas reuniões de transição de cuidados, identificando os fatores facilitadores e limitadores das mesmas; contudo, reforçaram a importância da presença multidisciplinar e de outras reuniões/encontros promotores/res do autocuidado profissional. |