| Resumo: | Introdução: A saúde mental perinatal constitui uma prioridade de saúde pública, dada a elevada prevalência de perturbações emocionais durante a gravidez e o pós-parto e os seus impactos no bem-estar materno, no desenvolvimento infantil e na dinâmica familiar. A enfermagem assume uma missão central na promoção, prevenção e intervenção neste domínio, justificando o mapeamento sistemático das intervenções e práticas existentes. Objetivo: Mapear e caracterizar as intervenções de enfermagem em saúde mental dirigidas a mulheres no período perinatal, descrevendo modalidades de implementação, tipos de intervenções em diferentes contextos de cuidados. Métodos: Scoping review conduzida segundo a metodologia do Joanna Briggs Institute. A pesquisa foi realizada em bases de dados internacionais de enfermagem e saúde, sem restrições temporais ou linguísticas. Foram incluídos estudos que descrevessem intervenções, programas ou práticas de enfermagem em saúde mental perinatal. Resultados: Foram incluídos 24 estudos, identificando intervenções em contextos hospitalares, comunitários, domiciliários e digitais. Observou-se predominância de intervenções no período pós-parto, maior frequência de abordagens psicossociais, psicoeducativas e baseadas na comunidade. As intervenções incluíram cuidados individuais estruturados, programas grupais, visitas domiciliárias e intervenções especializadas, dirigidas à promoção do bem-estar psicológico, prevenção de perturbações mentais e apoio a situações de maior complexidade. Conclusão: A enfermagem desempenha um papel relevante na saúde mental perinatal, evidenciando diversidade de intervenções e contextos clínicos. Esta revisão contribui para o mapeamento da evidência disponível, identificando padrões e lacunas que podem contribuir na prática, formação e investigação futura, não permitindo, contudo, a formulação de recomendações clínicas generalizáveis. |