Publication

Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes

View document

Bibliographic Details
Summary:Introdução: A segurança do doente tem um carácter multidimensional e multidisciplinar. No âmbito da sua índole multidimensional a OMS evidencia a importância da qualidade da interação e da comunicação como determinantes da qualidade e da segurança na prestação dos cuidados de saúde. Objetivo: Analisar em que medida as variáveis sociodemográficas e profissionais influenciam as competências de comunicação dos enfermeiros e qual o impacto das competências comunicacionais dos enfermeiros na cultura de segurança dos cuidados. Métodos: Estudo, de carácter quantitativo, descritivo/correlacional, analítico e transversal, realizado numa amostra de 138 enfermeiros. Foi utilizada a escala Avaliação da Cultura de Segurança do Doente em Hospitais (Eiras, 2011), e a Escala de Competências de Comunicação Clínica (ECCC) validada por (Ferreira, Silva & Duarte 2016) para avaliação das competências comunicacionais. Resultados: Os participantes têm uma idade média de 32.51 anos, com um desvio padrão de 7.958. São maioritariamente do sexo feminino (77.54%) com licenciatura (94.4%) e tem, em média 9.41 anos, de experiência profissional. A idade, o estado civil, a experiencia profissional não influenciam a cultura de segurança do doente. Após a análise inferencial através de uma regressão múltipla multivariada, todas as variáveis manifestadas (Anos experiencia profissional, recolhe informação, partilha Informação e permite terminar o diálogo) registam valores significativos. Quanto maior o número de anos de experiencia profissional menor a resposta ao erro não punitiva. Conclusões: Os resultados apontam para a importância da comunicação sobre algumas variáveis na cultura de segurança do doente. Esta realidade circunscreve-se de novos pressupostos e atitudes dos profissionais que têm que acompanhar, em tempo útil, a evolução do conhecimento, garantindo uma comunicação enfermeiro / utente eficaz e práticas de cuidados seguras, garantindo a qualidade dos cuidados prestados.
Main Authors:Ferreira, Manuela
Other Authors:Consciência, João; Duarte, João; Silva, Daniel
Subject:Life and Healthcare Sciences
Year:2018
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Viseu
Language:Portuguese
Origin:Millenium
_version_ 1869977588391215104
author Ferreira, Manuela
author2 Consciência, João
Duarte, João
Silva, Daniel
author2_role author
author
author
author_facet Ferreira, Manuela
Consciência, João
Duarte, João
Silva, Daniel
author_role author
country_str PT
creators_json_txt [{\"Person.name\":\"Ferreira, Manuela\"},{\"Person.name\":\"Consciência, João\"},{\"Person.name\":\"Duarte, João\"},{\"Person.name\":\"Silva, Daniel\"}]
datacite.creators.creator.creatorName.fl_str_mv Ferreira, Manuela
Consciência, João
Duarte, João
Silva, Daniel
datacite.rights.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
datacite.subjects.subject.fl_str_mv Life and Healthcare Sciences
datacite.titles.title.fl_str_mv Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes
Patient safety culture: study of some intervening factors
Cultura de seguridad del paciente: estudio de algunos factores intervenientes
dc.creator.none.fl_str_mv Ferreira, Manuela
Consciência, João
Duarte, João
Silva, Daniel
dc.description.none.fl_str_mv Introduction: Patient’s safety has a multidimensional and multidisciplinary character. In its multidimensional nature, WHO highlights the importance of the quality interaction and communication as determinants of quality and safety in health care delivery. Objetive: To analyze the extent to which sociodemographic and professional variables influence nurses’ communication skills and what the impact of nurses’ communicational competencies on the safety culture of care.   Methods: A quantitative, descriptive-correlational, analytical and cross-sectional study with a sample of 138 nurses. We used the Hospital survey on Patient Safety Culture (Eiras, 2011), and the Clinical Communication Skills Scale (ECCC), validated by (Ferreira; Silva & Duarte 2016) for the evaluation of communication skills. Results: The population has 32.51 years as average, with a standard deviation of 7.958. They are mostly female (77.54%) with a degree (94.4%) and have, on average, 9.41 years of professional experience. Age, marital status, work experience does not influence the safety culture of the patient. After the inferential analysis through a multivariate multiple regression, we note that all manifest variables (Years of professional experience, collects information, share information and allows to terminate the dialogue) showed significant values. The greater the years of professional experience less punitive error response. Conclusions: The results point to the importance of some variables in the patient’s safety culture. This reality is circumscribed by new presuppositions and attitudes; Professionals who have to attend, in a timely manner, the evolution of knowledge, ensuring safe practices, assuring the quality of the care provided.
Introducción: La seguridad del paciente tiene un carácter multidimensional y multidisciplinario. En el ámbito de su índole multidimensional, la OMS pone de manifiesto la importancia de la calidad de la interacción y de la comunicación como determinantes de la calidad y la seguridad en la prestación de la asistencia sanitaria. Objetivo: Analizar en qué medida las variables sociodemográficas y profesionales influencian las competencias de comunicación de los enfermeros y cuál es el impacto de las competencias comunicacionales de los enfermeros en la cultura de seguridad del cuidado. Métodos: Estudio, de carácter cuantitativo, descriptivo / correlacional, analítico y transversal, se realizó en una muestra de 138 enfermeros. Se utilizó la escala Evaluación de la Cultura de Seguridad del Enfermo en Hospitales (Eiras, 2011), y la Escala de Competencias de Comunicación Clínica (ECCC) validada por (Ferreira, Silva & Duarte 2016) para la evaluación de las competencias comunicacionales. Resultados: Los participantes tienen una edad media de 32.51 años, con una desviación estándar de 7.958. Son mayoritariamente del sexo femenino (77.54%) con licenciatura (94.4%) y tiene, en promedio 9.41 años, de experiencia profesional. La edad, el estado civil, la experiencia profesional no influyen en la cultura de seguridad del paciente. Después del análisis inferencial a través de una regresión múltiple multivariada, todas las variables manifiestas (Años experiencia profesional, recolecta información, compartir información y permite terminar el diálogo) registran valores significativos. Cuanto mayor sea el número de años de experiencia profesional menor la respuesta al error no punitivo. Conclusiónes: Los resultados apuntan a la importancia de la comunicación sobre algunas variables en la cultura de seguridad del paciente. Esta realidad se circunscribe de nuevos supuestos y actitudes de los profesionales que tienen que acompañar a su debido tiempo la evolución del conocimiento, garantizando una comunicación enfermero / usuario eficaz y prácticas de cuidados seguros, con garantía de calidad de los cuidados prestados.
dc.identifier.none.fl_str_mv https://doi.org/10.29352/mill0206.03.00174
dc.language.none.fl_str_mv por
dc.publisher.none.fl_str_mv Polytechnic Institute of Viseu (IPV)
dc.rights.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.subject.none.fl_str_mv Life and Healthcare Sciences
dc.title.fl_str_mv Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes
Patient safety culture: study of some intervening factors
Cultura de seguridad del paciente: estudio de algunos factores intervenientes
dc.type.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/resource_type/c_6501
description Introdução: A segurança do doente tem um carácter multidimensional e multidisciplinar. No âmbito da sua índole multidimensional a OMS evidencia a importância da qualidade da interação e da comunicação como determinantes da qualidade e da segurança na prestação dos cuidados de saúde. Objetivo: Analisar em que medida as variáveis sociodemográficas e profissionais influenciam as competências de comunicação dos enfermeiros e qual o impacto das competências comunicacionais dos enfermeiros na cultura de segurança dos cuidados. Métodos: Estudo, de carácter quantitativo, descritivo/correlacional, analítico e transversal, realizado numa amostra de 138 enfermeiros. Foi utilizada a escala Avaliação da Cultura de Segurança do Doente em Hospitais (Eiras, 2011), e a Escala de Competências de Comunicação Clínica (ECCC) validada por (Ferreira, Silva & Duarte 2016) para avaliação das competências comunicacionais. Resultados: Os participantes têm uma idade média de 32.51 anos, com um desvio padrão de 7.958. São maioritariamente do sexo feminino (77.54%) com licenciatura (94.4%) e tem, em média 9.41 anos, de experiência profissional. A idade, o estado civil, a experiencia profissional não influenciam a cultura de segurança do doente. Após a análise inferencial através de uma regressão múltipla multivariada, todas as variáveis manifestadas (Anos experiencia profissional, recolhe informação, partilha Informação e permite terminar o diálogo) registam valores significativos. Quanto maior o número de anos de experiencia profissional menor a resposta ao erro não punitiva. Conclusões: Os resultados apontam para a importância da comunicação sobre algumas variáveis na cultura de segurança do doente. Esta realidade circunscreve-se de novos pressupostos e atitudes dos profissionais que têm que acompanhar, em tempo útil, a evolução do conhecimento, garantindo uma comunicação enfermeiro / utente eficaz e práticas de cuidados seguras, garantindo a qualidade dos cuidados prestados.
dirty 0
eu_rights_str_mv openAccess
format article
id millenium_9d1af90abb890559d02f8b82a509e6a7
identifier.doi.fl_str_mv https://doi.org/10.29352/mill0206.03.00174
inst_facet_str urn:organizationAcronym:ipv{{{_:::_}}}Instituto Politécnico de Viseu
instacron_str ipv
institution Instituto Politécnico de Viseu
instname_str Instituto Politécnico de Viseu
language por
network_acronym_str millenium
network_name_str Millenium
oai_identifier_str oai:ojs.revistas.rcaap.pt:article/13838
organization_str_mv urn:organizationAcronym:ipv
person_str_mv Ferreira, Manuela
Consciência, João
Duarte, João
Silva, Daniel
publishDate 2018
publisher.none.fl_str_mv Polytechnic Institute of Viseu (IPV)
repo_facet_str urn:repositoryAcronym:millenium{{{_:::_}}}Millenium
reponame_str Millenium
repository_id_str urn:repositoryAcronym:millenium
service_str_mv urn:repositoryAcronym:millenium
spelling Polytechnic Institute of Viseu (IPV)ptIntrodução: A segurança do doente tem um carácter multidimensional e multidisciplinar. No âmbito da sua índole multidimensional a OMS evidencia a importância da qualidade da interação e da comunicação como determinantes da qualidade e da segurança na prestação dos cuidados de saúde. Objetivo: Analisar em que medida as variáveis sociodemográficas e profissionais influenciam as competências de comunicação dos enfermeiros e qual o impacto das competências comunicacionais dos enfermeiros na cultura de segurança dos cuidados. Métodos: Estudo, de carácter quantitativo, descritivo/correlacional, analítico e transversal, realizado numa amostra de 138 enfermeiros. Foi utilizada a escala Avaliação da Cultura de Segurança do Doente em Hospitais (Eiras, 2011), e a Escala de Competências de Comunicação Clínica (ECCC) validada por (Ferreira, Silva & Duarte 2016) para avaliação das competências comunicacionais. Resultados: Os participantes têm uma idade média de 32.51 anos, com um desvio padrão de 7.958. São maioritariamente do sexo feminino (77.54%) com licenciatura (94.4%) e tem, em média 9.41 anos, de experiência profissional. A idade, o estado civil, a experiencia profissional não influenciam a cultura de segurança do doente. Após a análise inferencial através de uma regressão múltipla multivariada, todas as variáveis manifestadas (Anos experiencia profissional, recolhe informação, partilha Informação e permite terminar o diálogo) registam valores significativos. Quanto maior o número de anos de experiencia profissional menor a resposta ao erro não punitiva. Conclusões: Os resultados apontam para a importância da comunicação sobre algumas variáveis na cultura de segurança do doente. Esta realidade circunscreve-se de novos pressupostos e atitudes dos profissionais que têm que acompanhar, em tempo útil, a evolução do conhecimento, garantindo uma comunicação enfermeiro / utente eficaz e práticas de cuidados seguras, garantindo a qualidade dos cuidados prestados.enIntroduction: Patient’s safety has a multidimensional and multidisciplinary character. In its multidimensional nature, WHO highlights the importance of the quality interaction and communication as determinants of quality and safety in health care delivery. Objetive: To analyze the extent to which sociodemographic and professional variables influence nurses’ communication skills and what the impact of nurses’ communicational competencies on the safety culture of care.   Methods: A quantitative, descriptive-correlational, analytical and cross-sectional study with a sample of 138 nurses. We used the Hospital survey on Patient Safety Culture (Eiras, 2011), and the Clinical Communication Skills Scale (ECCC), validated by (Ferreira; Silva & Duarte 2016) for the evaluation of communication skills. Results: The population has 32.51 years as average, with a standard deviation of 7.958. They are mostly female (77.54%) with a degree (94.4%) and have, on average, 9.41 years of professional experience. Age, marital status, work experience does not influence the safety culture of the patient. After the inferential analysis through a multivariate multiple regression, we note that all manifest variables (Years of professional experience, collects information, share information and allows to terminate the dialogue) showed significant values. The greater the years of professional experience less punitive error response. Conclusions: The results point to the importance of some variables in the patient’s safety culture. This reality is circumscribed by new presuppositions and attitudes; Professionals who have to attend, in a timely manner, the evolution of knowledge, ensuring safe practices, assuring the quality of the care provided.esIntroducción: La seguridad del paciente tiene un carácter multidimensional y multidisciplinario. En el ámbito de su índole multidimensional, la OMS pone de manifiesto la importancia de la calidad de la interacción y de la comunicación como determinantes de la calidad y la seguridad en la prestación de la asistencia sanitaria. Objetivo: Analizar en qué medida las variables sociodemográficas y profesionales influencian las competencias de comunicación de los enfermeros y cuál es el impacto de las competencias comunicacionales de los enfermeros en la cultura de seguridad del cuidado. Métodos: Estudio, de carácter cuantitativo, descriptivo / correlacional, analítico y transversal, se realizó en una muestra de 138 enfermeros. Se utilizó la escala Evaluación de la Cultura de Seguridad del Enfermo en Hospitales (Eiras, 2011), y la Escala de Competencias de Comunicación Clínica (ECCC) validada por (Ferreira, Silva & Duarte 2016) para la evaluación de las competencias comunicacionales. Resultados: Los participantes tienen una edad media de 32.51 años, con una desviación estándar de 7.958. Son mayoritariamente del sexo femenino (77.54%) con licenciatura (94.4%) y tiene, en promedio 9.41 años, de experiencia profesional. La edad, el estado civil, la experiencia profesional no influyen en la cultura de seguridad del paciente. Después del análisis inferencial a través de una regresión múltiple multivariada, todas las variables manifiestas (Años experiencia profesional, recolecta información, compartir información y permite terminar el diálogo) registran valores significativos. Cuanto mayor sea el número de años de experiencia profesional menor la respuesta al error no punitivo. Conclusiónes: Los resultados apuntan a la importancia de la comunicación sobre algunas variables en la cultura de seguridad del paciente. Esta realidad se circunscribe de nuevos supuestos y actitudes de los profesionales que tienen que acompañar a su debido tiempo la evolución del conocimiento, garantizando una comunicación enfermero / usuario eficaz y prácticas de cuidados seguros, con garantía de calidad de los cuidados prestados.porptCultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientesenPatient safety culture: study of some intervening factorsTranslatedTitleesCultura de seguridad del paciente: estudio de algunos factores intervenientesTranslatedTitleFerreira, ManuelaFerreiraManuelaInstituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de SaúdeConsciência, JoãoConsciênciaJoãoDuarte, JoãoDuarteJoãoSilva, DanielSilvaDanielEISSN1647-662XIsPartOfPISSN0873-3015IsPartOf2018-05-30DOIhttps://doi.org/10.29352/mill0206.03.00174http://purl.org/coar/access_right/c_abf2open accessLife and Healthcare Scienceshttp://purl.org/coar/resource_type/c_6501journal articlefulltextapplication/pdffulltextapplication/pdfMillenium - Journal of Education, Technologies, and Health63339
spellingShingle Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes
Ferreira, Manuela
Life and Healthcare Sciences
status SINGLETON
subject.fl_str_mv Life and Healthcare Sciences
title Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes
title_full Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes
title_fullStr Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes
title_full_unstemmed Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes
title_short Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes
title_sort Cultura de segurança do doente: estudo de alguns fatores intervenientes
topic Life and Healthcare Sciences
topic_facet Life and Healthcare Sciences
url https://doi.org/10.29352/mill0206.03.00174
visible 1