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Pacto niilista - um olhar crítico sobre a sociedade moderna e as instituições "domesticantes" que a sustentam

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Resumo:Não sou cético, nem místico, nem cientificista ou cultuador da metafísica. Não ergo bandeira alguma. Nenhuma causa me apetece. Sou minha própria tribo. “Todas as minhas esperanças estão em mim” (TERÊNCIO in MONTAIGNE, 1998, p. 39); “nada possuo senão a mim mesmo, e essa é uma posse em parte imperfeita e emprestada” (MONTAIGNE, 1998, p. 39-40). Sou um mitolomicida, um assassino de ídolos. Sintome fascinado pela subversão, obcecado pela heresia, apaixonado pelo novo, nauseado pelo velho e caquético. Minha alma permanece eufórica enquanto depara-se com o desconhecido. Não tenho apego por elemento de gênero algum. Encerro todas as convicções na minha inteira falta delas. As coisas só me são definitivas por enquanto! Traço minha própria sorte. Faço meu próprio destino. Sou casmurro. Sou niilista. O niilismo navalhante dos sem-pátria, sem-deuses, sem nada.
Autores principais:Faria, Rogério Caetano de
Assunto:Articles
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Millenium

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