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Parto verticalizado: revisão scoping sobre os obstáculos à sua implementação

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Resumo:Introdução: A adoção de posições verticalizadas durante o trabalho de parto e parto são recomendas pela Organização Mundial de Saúde, pelos reconhecidos benefícios daí decorrentes, não sendo uma realidade comum nas maternidades portuguesas. Objetivo: Mapear o conhecimento sobre os obstáculos à implementação do parto verticalizado em contexto hospitalar. Métodos: Realizada uma Scoping review utilizando a metodologia JBI. Pesquisa realizada em 2022, na B-on, CINAHL Complete, PubMed, e MEDLINE Complete. A seleção dos estudos, extração e síntese dos dados foi realizada por dois investigadores independentes tendo sido incluídos 5 estudos. Resultados:  Foram identificados os obstáculos inerentes à adoção de posições verticais no trabalho de parto e parto, sendo eles de ordem organizacional, relativos aos profissionais, à parturiente e às intervenções no parto. Da análise dos estudos emergem a falta de formação e experiência em parto verticalizado dos profissionais de saúde, a falta de empoderamento da mulher, o desinteresse organizacional para a promoção do parto vertical e a técnica de analgesia epidural que limita a mobilidade. Conclusões: Atendendo aos obstáculos identificados, cabe ao Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde materna e Obstétrica, ser criativo na procura de soluções para ultrapassar os obstáculos identificados e promover a mudança de modo que as posições verticais sejam uma normalidade nas maternidades portuguesas.
Autores principais:Martins, Carina
Outros Autores:Amaro, Cláudia; Dias, Hélia; Santos, Maria José; Coutinho, Emília
Assunto:Life and Healthcare Sciences
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Millenium
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Vertical birth: scoping review on obstacles to its implementation
Nacimiento vertical: revisión scoping de los obstáculos para su implementación
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Introducción: La adopción de la posición vertical durante el trabajo de parto y el parto es recomendada por la Organización Mundial de la Salud debido a sus reconocidos beneficios, pero no es una realidad común en las maternidades portuguesas. Objetivo: Mapear el conocimiento sobre los obstáculos para la implementación del parto en posición vertical en el ámbito hospitalario. Métodos: Se realizó una revisión de alcance utilizando la metodología del JBI. La búsqueda se realizó en 2022, en B-on, CINAHL Complete, PubMed y MEDLINE Complete. La selección de estudios, la extracción y la síntesis de datos fueron realizadas por dos investigadores independientes, y se incluyeron 5 estudios. Resultados: Se han identificado barreras para la adopción de posiciones verticales en el trabajo de parto y el parto, siendo organizativas, profesionales de las parturientas y del parto. El análisis de los estudios revela una falta de formación y experiencia en parto vertical entre los profesionales sanitarios, una falta de empoderamiento entre las mujeres, una falta de interés organizativo en promover el parto vertical y una técnica de analgesia epidural que limita la movilidad. Conclusiones: Ante los obstáculos identificados, cabe a la Matronas ser creativa en la búsqueda de soluciones para superar los obstáculos identificados y promover el cambio para que las posiciones verticales se normalicen en las maternidades portuguesas.
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Resultados: Se han identificado barreras para la adopción de posiciones verticales en el trabajo de parto y el parto, siendo organizativas, profesionales de las parturientas y del parto. El análisis de los estudios revela una falta de formación y experiencia en parto vertical entre los profesionales sanitarios, una falta de empoderamiento entre las mujeres, una falta de interés organizativo en promover el parto vertical y una técnica de analgesia epidural que limita la movilidad. 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