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Influência das características sociodemográficas e familiares na adesão ao tratamento das pessoas hipertensas na comunidade

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Resumo:Introdução: A hipertensão arterial apresenta uma elevada prevalência sendo considerada um problema de saúde pública. Um dos obstáculos do controlo da hipertensão é a não adesão ao tratamento. Objetivo: Identificar variáveis sociodemográficas e familiares que interferem na adesão ao tratamento de pessoas com hipertensão arterial em contexto comunitário. Métodos: Estudo transversal analítico. A amostra foi de 235 pessoas com hipertensão arterial e utilizadores da Unidade Móvel de Saúde de Castro Daire. Os dados foram recolhidos em 2015 através de um questionário composto por variáveis sociodemográficas, Escala de Apgar Familiar e Escala de Medida de Adesão aos Tratamentos (MAT). A análise dos dados efetuou-se no SPSS 23.0 com o recurso à estatística descritiva e inferencial. Resultados: A maioria da amostra era do sexo feminino (63,8%) com idade média 75±8,14 anos. Apenas 34,5% dos indivíduos hipertensos apresentavam tensão arterial controlada, sendo 28,2% homens e 38% mulheres. A MAT revelou uma média de 5,66±0,49 pontos e quase 45% da população não adere ao tratamento. Os participantes com maiores níveis de adesão ao tratamento eram do sexo masculino, com idades ≤ 64 anos, sem companheiro, viver sozinhos, sem habilitações literárias, reformados, com rendimentos inferiores, com apoio social, mas sem diferenças significativas. Conclusão: Mais de metade dos indivíduos não apresentava a pressão arterial controlada e quase metade da amostra não adere ao tratamento. Não encontrámos variáveis associadas com a adesão ao tratamento.
Autores principais:Pinto, Cátia
Outros Autores:Chaves, Cláudia; Duarte, João; Amaral, Odete; Gonçalves, Amadeu
Assunto:Life and Healthcare Sciences
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Millenium
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Introducción: La hipertensión tiene una alta prevalencia y se considera un problema de salud pública. Uno de los obstáculos para controlar la hipertensión es la falta de adherencia al tratamiento. Objetivo: Identificar las variables sociodemográficas y familiares que interfieren con la adherencia al tratamiento de las personas con hipertensión arterial en un contexto comunitario. Métodos: Estudio analítico transversal. La muestra estuvo conformada por 235 personas con hipertensión y usuarios de la Unidad Móvil de Salud de Castro Daire. Los datos fueron recolectados en 2015 a través de un cuestionario compuesto por variables sociodemográficas, la Escala de Apgar Familiar y la Escala de Medida de Adherencia al Tratamiento (MAT). El análisis de los datos se realizó mediante SPSS 23.0 utilizando estadística descriptiva e inferencial. Resultados: La mayoría de la muestra femenina (63,8%) con una edad media 75±8,14 años. Solo el 34,5% de los hipertensos tenían la presión arterial controlada, el 28,2% hombres y el 38% mujeres. El MAT reveló una media de 5,66 ± 0,49 puntos y casi el 45% de la población no se adhiere al tratamiento. Los participantes con mayores niveles de adherencia al tratamiento fueron hombres, edad ≤ 64 años, sin pareja, viviendo solo, sin titulación educativa, jubilados, con menores ingresos, con apoyo social, pero sin diferencias significativas. Conclusión: Más de mitad de los individuos no tenían la presión arterial controlada y casi la mitad de muestra no cumplió con el tratamiento. No encontramos variables asociadas a la adherencia al tratamiento.
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