Publicação
Um estudo retrospetivo de óbitos por COVID-19 em um município de grande porte e fatores intervenientes: análise do período 2020-2022
| Resumo: | Introdução: A COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2 e declarada pandemia pela OMS em março de 2020, atingiu globalmente mais de 700 milhões de casos e causou 7,1 milhões de mortes até abril de 2025, com o Brasil registando números expressivos. Desigualdades socioeconômicas e condições preexistentes foram fatores relevantes na mortalidade. A padronização da notificação de óbitos e a campanha de vacinação, iniciada no Brasil em 2021, foram importantes no enfrentamento da crise. A pesquisa local sobre os fatores de óbito visa otimizar o atendimento e a resposta a futuras emergências de saúde. Objetivo: Analisar os óbitos por COVID-19 em um município do Estado de São Paulo, bem como identificar os fatores intervenientes relacionados. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo, seguindo as diretrizes STROBE, com dados coletados no sistema de informação nacional e municipal, de 1254 residentes no município, mairores de 18 anos de idade que foram a óbito com diagnóstico de COVID-19, no período de 2020 a 2022, analisados por meio de estatística descritiva. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade - Parecer 5467966. Resultados: 1254 óbitos notificados, 54,86% em 2021; 39,07% em 2020 e 6,06% em 2022, 55,58% masculino e 44,42% feminino, 24% entre 60 a 69 anos e 22,41% entre 70 a 79 anos. 57,26% procuraram serviço de Pronto-socorro uma vez, 42,74%, duas ou mais vezes. 92,19% internaram uma vez e 3,65% duas a três internações, 39,16% em Unidade de Terapia Intensiva. 96,14% apresentou sintomas respiratórios e 44,06% fizeram uso de suporte ventilatório. 41,39% receberam uma dose da vacina contra Covid-19. Os fatores intervenientes foram: ano de ocorrência, faixa etária, distúrbios musculoesqueléticos, neurológicos e metabólicos, necessidade de UTI e suporte ventilatório. Conclusão: Identificou-se que a faixa etária, os distúrbios musculoesqueléticos, neurológicos e metabólicos, a necessidade de suporte ventilatório e internação em UTI apresentaram resultados epidemiológicos relevantes, e foram os fatores intervenientes nos casos de óbito por COVID-19 no município estudado. Esses achados epidemiológicos ressaltam a importância de políticas públicas focadas no controle e prevenção desses fatores, bem como na compreensão do contexto em que a população está inserida. Adicionalmente, a heterogeneidade na notificação e inserção de dados nos sistemas pelos profissionais compromete a consistência das informações coletadas, limitando a precisão dos resultados. Nesse sentido, torna-se essencial a implementação de programas de capacitação para os profissionais responsáveis pelas notificações, visando aprimorar a qualidade e a uniformidade dos dados registrados. |
|---|---|
| Autores principais: | Sampaio, Lilian |
| Outros Autores: | Monteiro, Inês |
| Assunto: | Life and Healthcare Sciences |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Millenium |
| Resumo: | Introdução: A COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2 e declarada pandemia pela OMS em março de 2020, atingiu globalmente mais de 700 milhões de casos e causou 7,1 milhões de mortes até abril de 2025, com o Brasil registando números expressivos. Desigualdades socioeconômicas e condições preexistentes foram fatores relevantes na mortalidade. A padronização da notificação de óbitos e a campanha de vacinação, iniciada no Brasil em 2021, foram importantes no enfrentamento da crise. A pesquisa local sobre os fatores de óbito visa otimizar o atendimento e a resposta a futuras emergências de saúde. Objetivo: Analisar os óbitos por COVID-19 em um município do Estado de São Paulo, bem como identificar os fatores intervenientes relacionados. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo, seguindo as diretrizes STROBE, com dados coletados no sistema de informação nacional e municipal, de 1254 residentes no município, mairores de 18 anos de idade que foram a óbito com diagnóstico de COVID-19, no período de 2020 a 2022, analisados por meio de estatística descritiva. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade - Parecer 5467966. Resultados: 1254 óbitos notificados, 54,86% em 2021; 39,07% em 2020 e 6,06% em 2022, 55,58% masculino e 44,42% feminino, 24% entre 60 a 69 anos e 22,41% entre 70 a 79 anos. 57,26% procuraram serviço de Pronto-socorro uma vez, 42,74%, duas ou mais vezes. 92,19% internaram uma vez e 3,65% duas a três internações, 39,16% em Unidade de Terapia Intensiva. 96,14% apresentou sintomas respiratórios e 44,06% fizeram uso de suporte ventilatório. 41,39% receberam uma dose da vacina contra Covid-19. Os fatores intervenientes foram: ano de ocorrência, faixa etária, distúrbios musculoesqueléticos, neurológicos e metabólicos, necessidade de UTI e suporte ventilatório. Conclusão: Identificou-se que a faixa etária, os distúrbios musculoesqueléticos, neurológicos e metabólicos, a necessidade de suporte ventilatório e internação em UTI apresentaram resultados epidemiológicos relevantes, e foram os fatores intervenientes nos casos de óbito por COVID-19 no município estudado. Esses achados epidemiológicos ressaltam a importância de políticas públicas focadas no controle e prevenção desses fatores, bem como na compreensão do contexto em que a população está inserida. Adicionalmente, a heterogeneidade na notificação e inserção de dados nos sistemas pelos profissionais compromete a consistência das informações coletadas, limitando a precisão dos resultados. Nesse sentido, torna-se essencial a implementação de programas de capacitação para os profissionais responsáveis pelas notificações, visando aprimorar a qualidade e a uniformidade dos dados registrados. |
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