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Quedas no serviço de cirurgia: incidência e caracterização

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Summary:Introdução: As quedas são a segunda causa de morte por lesões no mundo e representam 21% dos incidentes hospitalares notificados em Portugal. A prevenção pode reduzir a morbilidade, mortalidade e custos. Objetivo: Determinar a incidência e fatores preditores de quedas no doente do foro cirúrgico, bem como identificar necessidades formativas dos enfermeiros num serviço de cirurgia geral português. Métodos: Estudo quantitativo, observacional, transversal e retrospetivo, com doentes internados entre 30/06/2023 e 30/06/2024, num serviço de cirurgia geral num hospital português. Resultados: Registaram-se 24 quedas em 1300 doentes, com idade média de 78,04 anos. A incidência foi maior em pessoas com ≥ 85 anos. O pico ocorreu em 17h e em junho de 2024 (29,2%). O internamento médio foi de 33,67 dias. A enfermaria registou 45,8% das quedas. Dano ocorreu em 45,8%, sendo grave em 37,5%. A média de dias desde a admissão até à queda foi de 18,8. Conclusão: As quedas têm um impacto significativo na prestação de cuidados de enfermagem e na gestão hospitalar. É essencial reforçar a formação das equipas de enfermagem e implementar procedimentos operativos rigorosos para registo e prevenção.
Main Authors:Pires, Bruno
Other Authors:Lopes, Teresa
Subject:Life and Healthcare Sciences
Year:2025
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Viseu
Language:Portuguese
Origin:Millenium
Description
Summary:Introdução: As quedas são a segunda causa de morte por lesões no mundo e representam 21% dos incidentes hospitalares notificados em Portugal. A prevenção pode reduzir a morbilidade, mortalidade e custos. Objetivo: Determinar a incidência e fatores preditores de quedas no doente do foro cirúrgico, bem como identificar necessidades formativas dos enfermeiros num serviço de cirurgia geral português. Métodos: Estudo quantitativo, observacional, transversal e retrospetivo, com doentes internados entre 30/06/2023 e 30/06/2024, num serviço de cirurgia geral num hospital português. Resultados: Registaram-se 24 quedas em 1300 doentes, com idade média de 78,04 anos. A incidência foi maior em pessoas com ≥ 85 anos. O pico ocorreu em 17h e em junho de 2024 (29,2%). O internamento médio foi de 33,67 dias. A enfermaria registou 45,8% das quedas. Dano ocorreu em 45,8%, sendo grave em 37,5%. A média de dias desde a admissão até à queda foi de 18,8. Conclusão: As quedas têm um impacto significativo na prestação de cuidados de enfermagem e na gestão hospitalar. É essencial reforçar a formação das equipas de enfermagem e implementar procedimentos operativos rigorosos para registo e prevenção.