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If You Don’t Seek, You Won’t Find: Case Report of a Large Retinal Hole Following Blunt Trauma

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O trauma ocular fechado é uma das causas mais frequentes de lesão traumática ocular, e está frequentemente associado ao desenvolvimento de lesões da retina como rasgaduras ou diálise. Apesar das rasgaduras da retina traumáticas corresponderem a uma pequena proporção de casos, têm um maior risco de desenvolvimento de descolamento da retina com subsequente perda irreversível de visão. O objectivo deste trabalho é descrever um caso de um buraco operculado da retina de grandes dimensões na sequência de um traumatismo periocular com uma barra de ferro. Uma mulher de 58 anos recorreu ao serviço de urgência por um traumatismo periocular esquerdo com uma barra de ferro, com 2 horas de evolução. Apresentava queixas de diminuição da acuidade visual e miodesopsias. A inspeção a olho nu da região facial era inocente e o exame do segmento anterior na lâmpada de fenda não evidenciava quaisquer sinais de envolvimento ocular. A fundoscopia revelou um buraco operculado de grandes dimensões na retina periférica supero-temporal, com uma área extensa de tecido retiniano em suspensão no vítreo e hemovítreo ligeiro. A doente foi imediatamente submetida a retinopexia LASER, que foi posteriormente reforçada após 3 dias. Duas semanas após o episódio, o hemovítreo reabsorveu por completo (20/20). Não foram registadas outras complicações. Um traumatismo periocular fechado pode não demonstrar qualquer lesão à inspeção a olho nu e estar associado a um segmento anterior totalmente inocente, apesar de ter o potencial de causar lesão grave da retina. É importante a adoção de um alto grau de suspeição após um trauma periocular, que deverá sempre incluir a realização de uma fundoscopia detalhada. O diagnóstico e tratamento atempados são fundamentais para prevenir o desenvolvimento de complicações graves a longo prazo.
Autores principais:Barbosa, Renato Correia
Outros Autores:Pereira, Sara; Viana, Ana Rita; Silva, Alexandre; Francisco, Catarina; Tenedório, Paula
Assunto:Casos Clínicos
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Idioma:português
Origem:Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Descrição
Resumo:O trauma ocular fechado é uma das causas mais frequentes de lesão traumática ocular, e está frequentemente associado ao desenvolvimento de lesões da retina como rasgaduras ou diálise. Apesar das rasgaduras da retina traumáticas corresponderem a uma pequena proporção de casos, têm um maior risco de desenvolvimento de descolamento da retina com subsequente perda irreversível de visão. O objectivo deste trabalho é descrever um caso de um buraco operculado da retina de grandes dimensões na sequência de um traumatismo periocular com uma barra de ferro. Uma mulher de 58 anos recorreu ao serviço de urgência por um traumatismo periocular esquerdo com uma barra de ferro, com 2 horas de evolução. Apresentava queixas de diminuição da acuidade visual e miodesopsias. A inspeção a olho nu da região facial era inocente e o exame do segmento anterior na lâmpada de fenda não evidenciava quaisquer sinais de envolvimento ocular. A fundoscopia revelou um buraco operculado de grandes dimensões na retina periférica supero-temporal, com uma área extensa de tecido retiniano em suspensão no vítreo e hemovítreo ligeiro. A doente foi imediatamente submetida a retinopexia LASER, que foi posteriormente reforçada após 3 dias. Duas semanas após o episódio, o hemovítreo reabsorveu por completo (20/20). Não foram registadas outras complicações. Um traumatismo periocular fechado pode não demonstrar qualquer lesão à inspeção a olho nu e estar associado a um segmento anterior totalmente inocente, apesar de ter o potencial de causar lesão grave da retina. É importante a adoção de um alto grau de suspeição após um trauma periocular, que deverá sempre incluir a realização de uma fundoscopia detalhada. O diagnóstico e tratamento atempados são fundamentais para prevenir o desenvolvimento de complicações graves a longo prazo.