Publicação

Desperdício Alimentar: Impactos na Saúde Pública e Desafios para a Sustentabilidade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: O desperdício alimentar (DA) constitui um problema global com profundas implicações ambientais, económicas e sociais. Na União Europeia desperdiçam-se cerca de 59 milhões de toneladas de alimentos por ano (≈132 kg por pessoa), contribuindo para 16 % das emissões do sistema alimentar e gerando custos superiores a 130 mil milhões €/ano. Em Portugal, o DA ronda 1,9 milhões de toneladas anuais (≈184 kg por habitante), com maior contributo das famílias, seguido dos serviços de restauração, hotelaria e similares e comércio/distribuição alimentar [1,2]. Objetivo: Analisar as causas e as consequências do DA, abordando os impactos na saúde pública e sustentabilidade ambiental. Métodos: Pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo. Foram consultados relatórios de organizações internacionais e nacionais e publicações acadêmicas. A seleção das fontes foi baseada em critérios de relevância, atualidade e credibilidade das publicações. Resultados: O DA ocorre em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção ao consumo, sendo mais expressivo nos agregados familiares. O DA tem um impacto profundo e multifacetado na sustentabilidade ambiental, afetando os recursos naturais, os ecossistemas e o clima global.  As causas para o DA incluem padrões de consumo, estética dos produtos, gestão ineficiente e falta de sensibilização [3]. A União Europeia (UE) propõe metas vinculativas de redução de 10% na produção e 30% no consumo até 2030. O DA está associado à falta de acesso a uma alimentação de qualidade, provocando desequilíbrios nutricionais e insegurança alimentar, agravando a dificuldade de acesso a alimentos. Este cenário conduz a problemas de saúde, como desnutrição, obesidade e doenças crónicas [4]. Conclusão: O desperdício alimentar é um desafio complexo e urgente, uma vez que afeta negativamente a sustentabilidade ambiental e a saúde pública. Embora o desperdício alimentar se verifique ao longo da cadeia alimentar, ele é significativo no contexto familiar, o que implica uma mudança urgente de hábitos de consumo [5].
Autores principais:Silva, Ana
Outros Autores:Silva, Rita
Assunto:desperdício alimentar sustentabilidade insegurança alimentar
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:unknown
Instituição associada:Instituto Politécnico do Porto
Idioma:português
Origem:Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health
Descrição
Resumo:Enquadramento: O desperdício alimentar (DA) constitui um problema global com profundas implicações ambientais, económicas e sociais. Na União Europeia desperdiçam-se cerca de 59 milhões de toneladas de alimentos por ano (≈132 kg por pessoa), contribuindo para 16 % das emissões do sistema alimentar e gerando custos superiores a 130 mil milhões €/ano. Em Portugal, o DA ronda 1,9 milhões de toneladas anuais (≈184 kg por habitante), com maior contributo das famílias, seguido dos serviços de restauração, hotelaria e similares e comércio/distribuição alimentar [1,2]. Objetivo: Analisar as causas e as consequências do DA, abordando os impactos na saúde pública e sustentabilidade ambiental. Métodos: Pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo. Foram consultados relatórios de organizações internacionais e nacionais e publicações acadêmicas. A seleção das fontes foi baseada em critérios de relevância, atualidade e credibilidade das publicações. Resultados: O DA ocorre em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção ao consumo, sendo mais expressivo nos agregados familiares. O DA tem um impacto profundo e multifacetado na sustentabilidade ambiental, afetando os recursos naturais, os ecossistemas e o clima global.  As causas para o DA incluem padrões de consumo, estética dos produtos, gestão ineficiente e falta de sensibilização [3]. A União Europeia (UE) propõe metas vinculativas de redução de 10% na produção e 30% no consumo até 2030. O DA está associado à falta de acesso a uma alimentação de qualidade, provocando desequilíbrios nutricionais e insegurança alimentar, agravando a dificuldade de acesso a alimentos. Este cenário conduz a problemas de saúde, como desnutrição, obesidade e doenças crónicas [4]. Conclusão: O desperdício alimentar é um desafio complexo e urgente, uma vez que afeta negativamente a sustentabilidade ambiental e a saúde pública. Embora o desperdício alimentar se verifique ao longo da cadeia alimentar, ele é significativo no contexto familiar, o que implica uma mudança urgente de hábitos de consumo [5].