Publicação
Fundamentos teóricos e conceituais da economia do desenvolvimento sustentável: capítulo 1
| Resumo: | A relação entre economia e sustentabilidade constitui um dos mais complexos e urgentes desafios teóricos e práticos do século XXI. O paradigma tradicional do crescimento econômico ilimitado, baseado na exploração intensiva de recursos naturais e na maximização da produção, encontra-se em crescente tensão com os limites biofísicos do planeta Terra (Meadows et al., 1972; Raworth 2017; Rockström et al., 2009). Esta tensão fundamental exige uma reconceptualização profunda dos fundamentos da ciência econômica, bem como o desenvolvimento de novos frameworks analíticos capazes de integrar as dimensões ambientais, sociais e econômicas do desenvolvimento humano. O conceito de desenvolvimento sustentável, popularizado pelo Relatório Brundtland (WCED, 1987), define-se como "o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades". Esta definição, embora amplamente aceite, encerra complexidades conceituais e operacionais significativas que têm gerado intensos debates académicos e políticos nas últimas décadas (Hopwood et al., 2005; Robinson, 2004). A economia do desenvolvimento sustentável emerge, assim, como um campo interdisciplinar que procura compreender e resolver as contradições inerentes entre o crescimento económico, a equidade social e a preservação ambiental. Este campo requer não apenas a incorporação de variáveis ambientais nos modelos económicos tradicionais, mas uma reformulação fundamental dos pressupostos sobre bem-estar, eficiência e crescimento que têm dominado o pensamento económico desde Adam Smith (Daly, 1996; Jackson, 2009). |
|---|---|
| Autores principais: | Jacquinet, Marc |
| Assunto: | Desenvolvimento Desenvolvimento sustentável |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Aberta |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Aberto da Universidade Aberta |
| Resumo: | A relação entre economia e sustentabilidade constitui um dos mais complexos e urgentes desafios teóricos e práticos do século XXI. O paradigma tradicional do crescimento econômico ilimitado, baseado na exploração intensiva de recursos naturais e na maximização da produção, encontra-se em crescente tensão com os limites biofísicos do planeta Terra (Meadows et al., 1972; Raworth 2017; Rockström et al., 2009). Esta tensão fundamental exige uma reconceptualização profunda dos fundamentos da ciência econômica, bem como o desenvolvimento de novos frameworks analíticos capazes de integrar as dimensões ambientais, sociais e econômicas do desenvolvimento humano. O conceito de desenvolvimento sustentável, popularizado pelo Relatório Brundtland (WCED, 1987), define-se como "o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades". Esta definição, embora amplamente aceite, encerra complexidades conceituais e operacionais significativas que têm gerado intensos debates académicos e políticos nas últimas décadas (Hopwood et al., 2005; Robinson, 2004). A economia do desenvolvimento sustentável emerge, assim, como um campo interdisciplinar que procura compreender e resolver as contradições inerentes entre o crescimento económico, a equidade social e a preservação ambiental. Este campo requer não apenas a incorporação de variáveis ambientais nos modelos económicos tradicionais, mas uma reformulação fundamental dos pressupostos sobre bem-estar, eficiência e crescimento que têm dominado o pensamento económico desde Adam Smith (Daly, 1996; Jackson, 2009). |
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