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O significado e percepção das consequências do consumo do álcool da população adolescente de um colégio particular de Lisboa

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Resumo:Nas últimas décadas assiste-se a uma mudança radical no padrão de consumo de álcool que se centra fundamentalmente na alteração de um consumo diário para um consumo de fim-de-semana. Está associado principalmente aos jovens, é uma forma de consumo mais compulsivo e a embriaguez é por excelência o símbolo deste tipo de consumo. A realização do presente estudo, visa perceber qual o significado que os jovens atribuem ao consumo de álcool, perceber qual o envolvimento da família e se esta influencia os comportamentos dos seus filhos adolescentes, perceber qual o conhecimento que os adolescentes têm acerca das consequências do consumo de álcool, a curto e a longo prazo e qual a sua motivação face a uma área curricular sobre promoção de saúde. Este estudo pretende, portanto, perceber também, se é pertinente intervir em promoção de saúde junto dos jovens, em contexto escolar, no sentido de lhes proporcionar competências para decidirem sobre a sua própria saúde e optarem por comportamentos e estilos de vida saudáveis. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, enquadrado num paradigma quantitativo. Foi utilizada uma amostra não probabilística e uma técnica de amostragem de conveniência. Foi elaborado um questionário que se aplicou a uma amostra de 149 adolescentes, com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, que frequentavam o ensino secundário num colégio particular em Lisboa. Os dados foram tratados utilizando a estatística descritiva e inferencial. Verifica-se que, existe uma predominância do consumo de álcool ao fim de semana, com amigos e em saídas à noite. A idade de inicio do consumo de álcool é cada vez mais precoce, não existindo diferença significativa entre géneros. O tipo de bebida incide preferencialmente na cerveja e bebidas destiladas. Verifica-se que os jovens embora com algum conhecimento sobre as consequências do consumo de álcool, mantêm este comportamento como um elemento indispensável à integração no grupo de pares e à boa disposição, constituindo um factor facilitador de relações interpessoais, mas referem interesse pela existência de uma área curricular, integrada em contexto escolar, sobre promoção de saúde. Pode concluir-se que seria benéfico a intervenção em promoção de saúde, através de estratégias bem delineadas, com conteúdos que promovam o aumento do nível de competência individual, que promovam capacidade para enfrentar as situações de stresse e conflitualidade próprias da adolescência, que promovam a capacidade de decidir
Autores principais:Salvador, Maria Teresa Français
Assunto:Sociologia da saúde Comunicação em saúde Adolescência Juventude Identidade pessoal Família Consumo Bebidas alcoólicas
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:Nas últimas décadas assiste-se a uma mudança radical no padrão de consumo de álcool que se centra fundamentalmente na alteração de um consumo diário para um consumo de fim-de-semana. Está associado principalmente aos jovens, é uma forma de consumo mais compulsivo e a embriaguez é por excelência o símbolo deste tipo de consumo. A realização do presente estudo, visa perceber qual o significado que os jovens atribuem ao consumo de álcool, perceber qual o envolvimento da família e se esta influencia os comportamentos dos seus filhos adolescentes, perceber qual o conhecimento que os adolescentes têm acerca das consequências do consumo de álcool, a curto e a longo prazo e qual a sua motivação face a uma área curricular sobre promoção de saúde. Este estudo pretende, portanto, perceber também, se é pertinente intervir em promoção de saúde junto dos jovens, em contexto escolar, no sentido de lhes proporcionar competências para decidirem sobre a sua própria saúde e optarem por comportamentos e estilos de vida saudáveis. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, enquadrado num paradigma quantitativo. Foi utilizada uma amostra não probabilística e uma técnica de amostragem de conveniência. Foi elaborado um questionário que se aplicou a uma amostra de 149 adolescentes, com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, que frequentavam o ensino secundário num colégio particular em Lisboa. Os dados foram tratados utilizando a estatística descritiva e inferencial. Verifica-se que, existe uma predominância do consumo de álcool ao fim de semana, com amigos e em saídas à noite. A idade de inicio do consumo de álcool é cada vez mais precoce, não existindo diferença significativa entre géneros. O tipo de bebida incide preferencialmente na cerveja e bebidas destiladas. Verifica-se que os jovens embora com algum conhecimento sobre as consequências do consumo de álcool, mantêm este comportamento como um elemento indispensável à integração no grupo de pares e à boa disposição, constituindo um factor facilitador de relações interpessoais, mas referem interesse pela existência de uma área curricular, integrada em contexto escolar, sobre promoção de saúde. Pode concluir-se que seria benéfico a intervenção em promoção de saúde, através de estratégias bem delineadas, com conteúdos que promovam o aumento do nível de competência individual, que promovam capacidade para enfrentar as situações de stresse e conflitualidade próprias da adolescência, que promovam a capacidade de decidir