Publicação
Normalidade: seis apontamentos sobre uma integridade maltratada
| Resumo: | Estes seis apontamentos surgiram pela conjugação de dois acasos, um convite e uma pandemia. O convite chegou da Universidade de Braga, a 22 de Janeiro, para participar, a 24 de Abril, numa mesa-redonda denominada “O mundo em crise”, parte de um colóquio a organizar pelo Instituto de Ciências Sociais daquela Universidade sobre “Os desafios atuais das Ciências Sociais face à Sociedade e à(s) Crise(s)”. [...] A pandemia foi a da COVID-19 tal como hoje a conhecemos. [...] Foi por isso que, apesar de a organização da mesa-redonda não exigir a submissão de um texto, o hábito de tomar notas fez com que eu começasse por destrinçar aspectos no monotema da COVID-19. Umas quantas chavetas depois, a estrutura destes apontamentos estava feita. O ponto decisivo foi o interesse súbito pela normalidade. Ao fim de 25 anos a escrever sobre Crise, notar esse desejo de normalidade tornar-se tão unânime, em contraciclo com as sempre tão louvadas disrupções e inovações, foi quase uma provocação. E assim, em vez de apontamentos para uma intervenção, fui tomando apontamentos sobre aqueles aspectos da normalidade que a COVID-19 amalgamava, tal como já existiam amalgamados na normalidade. A sequência dos apontamentos levou a uma certa comunicação entre eles, dando ao conjunto uma unidade; mas nem a ordem dos apontamentos nem a sua comunicabilidade são essenciais, podem ser lidos separadamente, por outra ordem ou apenas parcialmente. Tal como a pandemia da COVID-19, estes apontamentos também podem ser tomados por fascículos. |
|---|---|
| Autores principais: | Leone, Carlos |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | livro |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade Aberta |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Aberto da Universidade Aberta |
| Resumo: | Estes seis apontamentos surgiram pela conjugação de dois acasos, um convite e uma pandemia. O convite chegou da Universidade de Braga, a 22 de Janeiro, para participar, a 24 de Abril, numa mesa-redonda denominada “O mundo em crise”, parte de um colóquio a organizar pelo Instituto de Ciências Sociais daquela Universidade sobre “Os desafios atuais das Ciências Sociais face à Sociedade e à(s) Crise(s)”. [...] A pandemia foi a da COVID-19 tal como hoje a conhecemos. [...] Foi por isso que, apesar de a organização da mesa-redonda não exigir a submissão de um texto, o hábito de tomar notas fez com que eu começasse por destrinçar aspectos no monotema da COVID-19. Umas quantas chavetas depois, a estrutura destes apontamentos estava feita. O ponto decisivo foi o interesse súbito pela normalidade. Ao fim de 25 anos a escrever sobre Crise, notar esse desejo de normalidade tornar-se tão unânime, em contraciclo com as sempre tão louvadas disrupções e inovações, foi quase uma provocação. E assim, em vez de apontamentos para uma intervenção, fui tomando apontamentos sobre aqueles aspectos da normalidade que a COVID-19 amalgamava, tal como já existiam amalgamados na normalidade. A sequência dos apontamentos levou a uma certa comunicação entre eles, dando ao conjunto uma unidade; mas nem a ordem dos apontamentos nem a sua comunicabilidade são essenciais, podem ser lidos separadamente, por outra ordem ou apenas parcialmente. Tal como a pandemia da COVID-19, estes apontamentos também podem ser tomados por fascículos. |
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