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Avaliação da cadeia/fileira de abastecimento de tomate: do produtor do Município de Cela ao cliente do mercado de catinton, Luanda, Angola : um estudo exploratório para o desenvolvimento sustentável

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os mercados de alimentos assumem-se como o principal polo de comercialização de produtos agrícolas nacionais a preços acessíveis em Luanda. Por isso, são a opção da maioria famílias luandenses, já que os preços dos produtos agrícolas no retalho moderno, nomeadamente nos supermercados chegam a custar 11 vezes mais, dependo da sua localização e, as hortofrutícolas mais consumidas como é caso do tomate, chegam a custar quatro a seis vezes mais nos supermercados do que nos mercados informais. Pretendeu-se avaliar a cadeia/fileira de abastecimento do tomate, desde a produção, município da Cela, comuna do Waku Kungo, até à sua venda, em contexto urbano Luanda, Angola, em particular no mercado Catintom, dando-se destaque à análise da produção de perdas ao longo da cadeia/fileira de abastecimento e de estratégias para a sua mitigação. Para o efeito, recorreu-se à metodologia qualitativa, entrevistando-se individualmente os atores-chave que atuam na cadeia/fileira do tomate mediante guião préestabelecido: i) produtores de tomate da comuna do Waku Kungo, ii) transportadores, iii) intermediários, iv) vendedoras e vi) clientes/consumidores do mercado do Catintom, dando-se destaque à análise da produção de perdas do tomate ao longo da cadeia/fileira de abastecimento e correspondentes estratégias para a sua mitigação desenvolvidas pelos atores supra citados. Da análise das entrevistas, recorrendo-se à análise temática, constata-se que os produtores, transportadores e intermediários tem práticas essências para evitar as perdas. A vendedoras têm práticas de reutilização das sobras para mitigar a perdas. E as clientes têm praticas próprias de acondicionamento e transporte do tomate para evitar as perdas após a compra. Conclui-se que os produtores a montante e vendedores a jusante da cadeia/fileira alimentar, procuram evitar perdas ao longo da cadeia/fileira de abastecimento de tomate por uma questão económica ou seja para cumprir o ODS 1 irradicação da pobreza e não para cumprir o ODS 12 produção e consumo sustentável.
Autores principais:Calheiros, Joseana da Glória dos Santos
Assunto:Cadeia//fileira de tomate Desperdício alimentar Entrevistas Mitigação Perda alimentar Angola Luanda Food waste Food losses Interview Mitigation Tomato suplain chain
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:Os mercados de alimentos assumem-se como o principal polo de comercialização de produtos agrícolas nacionais a preços acessíveis em Luanda. Por isso, são a opção da maioria famílias luandenses, já que os preços dos produtos agrícolas no retalho moderno, nomeadamente nos supermercados chegam a custar 11 vezes mais, dependo da sua localização e, as hortofrutícolas mais consumidas como é caso do tomate, chegam a custar quatro a seis vezes mais nos supermercados do que nos mercados informais. Pretendeu-se avaliar a cadeia/fileira de abastecimento do tomate, desde a produção, município da Cela, comuna do Waku Kungo, até à sua venda, em contexto urbano Luanda, Angola, em particular no mercado Catintom, dando-se destaque à análise da produção de perdas ao longo da cadeia/fileira de abastecimento e de estratégias para a sua mitigação. Para o efeito, recorreu-se à metodologia qualitativa, entrevistando-se individualmente os atores-chave que atuam na cadeia/fileira do tomate mediante guião préestabelecido: i) produtores de tomate da comuna do Waku Kungo, ii) transportadores, iii) intermediários, iv) vendedoras e vi) clientes/consumidores do mercado do Catintom, dando-se destaque à análise da produção de perdas do tomate ao longo da cadeia/fileira de abastecimento e correspondentes estratégias para a sua mitigação desenvolvidas pelos atores supra citados. Da análise das entrevistas, recorrendo-se à análise temática, constata-se que os produtores, transportadores e intermediários tem práticas essências para evitar as perdas. A vendedoras têm práticas de reutilização das sobras para mitigar a perdas. E as clientes têm praticas próprias de acondicionamento e transporte do tomate para evitar as perdas após a compra. Conclui-se que os produtores a montante e vendedores a jusante da cadeia/fileira alimentar, procuram evitar perdas ao longo da cadeia/fileira de abastecimento de tomate por uma questão económica ou seja para cumprir o ODS 1 irradicação da pobreza e não para cumprir o ODS 12 produção e consumo sustentável.