Publicação
A sedução da ars epistolaris em Vergílio Ferreira
| Resumo: | Tributária das condições de conservação e ou destruição, espraiada entre o efémero e o duradouro, a autenticidade e a usurpação, o texto epistolar sujeita-se e sofre o destino precário dos escritos fragmentários. Os estudos literários têm, ao longo dos anos, preterido o estudo das correspondências, ao mesmo tempo que se tem assistido a um interesse crescente pelo estudo do romance epistolar e pela edição de correspondências de escritores, privilegiando o esclarecimento de aspetos pessoais e intimistas. Vergílio Ferreira foi um cultor da ars epistolaris, quer na sua essência matricial, para colmatar a ausência dos seus interlocutores (de que me permito destacar a correspondência com Jorge de Sena), quer a epistolografia ficcional. Ensaiaremos, pois, perscrutar o papel da ars epistolaris em diferentes obras, para ensaiar demonstrar a ambiguidade resultante do respeito pelas idiossincrasias do género e as propositadas transgressões. O dialogismo exibido ou escondido que convive com o tom monologal que, de forma inovadora, caracteriza estes textos conduz a uma reflexão sobre os topoi que estão presentes obras, nomeadamente os que espelham a carta como speculum animi, e como conversação in absentia. |
|---|---|
| Autores principais: | Seara, Isabel |
| Assunto: | Texto epistolar Topoi Dilaogismo Vergílio Ferreira, 1916-1996 Epistolografia |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Aberta |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Aberto da Universidade Aberta |
| Resumo: | Tributária das condições de conservação e ou destruição, espraiada entre o efémero e o duradouro, a autenticidade e a usurpação, o texto epistolar sujeita-se e sofre o destino precário dos escritos fragmentários. Os estudos literários têm, ao longo dos anos, preterido o estudo das correspondências, ao mesmo tempo que se tem assistido a um interesse crescente pelo estudo do romance epistolar e pela edição de correspondências de escritores, privilegiando o esclarecimento de aspetos pessoais e intimistas. Vergílio Ferreira foi um cultor da ars epistolaris, quer na sua essência matricial, para colmatar a ausência dos seus interlocutores (de que me permito destacar a correspondência com Jorge de Sena), quer a epistolografia ficcional. Ensaiaremos, pois, perscrutar o papel da ars epistolaris em diferentes obras, para ensaiar demonstrar a ambiguidade resultante do respeito pelas idiossincrasias do género e as propositadas transgressões. O dialogismo exibido ou escondido que convive com o tom monologal que, de forma inovadora, caracteriza estes textos conduz a uma reflexão sobre os topoi que estão presentes obras, nomeadamente os que espelham a carta como speculum animi, e como conversação in absentia. |
|---|