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Danças e bailinhos de Carnaval : qual o significado atribuído às danças e bailinhos de Carnaval da Ilha Terceira? : estudo descritivo e fenomenológico

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Resumo:O objeto de estudo desta pesquisa centra-se no Carnaval na ilha Terceira, mais propriamente nas “danças e bailinhos”. Manifestação artística de cariz popular, onde as artes performativas através da dança, do teatro, da música e do traje, aliadas com a gastronomia, exprimem e evidenciam o sentir identitário há muito enraizado na alma terceirense. Com o presente estudo, pretende-se auscultar o significado atribuído às “danças e bailinhos” de Carnaval da ilha Terceira pelos seus participantes. No quadro teórico-concetual desta pesquisa, elegemos alguns dos dados historiográficos, literários e outros, relacionados com a manifestação cultural e artística das “danças e bailinhos”. A metodologia empírica é baseada, em parte, na observação direta e etnográfica entre 2010 e 2011, nas três dimensões ritualísticas da manifestação cultural das “danças e bailinhos”, (a preliminar e preparatória que antecede o Carnaval, a liminar que corresponde à expressão carnavalícia propriamente dita, e a pós-liminar que se sucede ao Carnaval, reentrando-se já na separação deste com o ciclo quotidiano comum). A recolha de dados inscreve-se na observação participante, na elaboração do nosso jornal de bordo, na captação de momentos através da fotografia e do vídeo. Outra via de recolha de dados foi através da auscultação de conversas e de entrevistas semiestruturadas junto dos agentes e sujeitos do Carnaval (músicos, letristas, dramaturgos, criadores de enredos, coreógrafos, atores, bailarinos, estudantes e professores de uma escola de Angra do Heroísmo, bem como de elementos do público presentes em momentos de expressão e comunicação das “danças e bailinhos”). A recolha documental passou pela recensão de artigos de jornais, monografias, adereços, figurinos, cenários e outros artefactos. Todos estes dados contribuíram para compreendermos não só os impulsos que originam o ciclo anual das “danças e bailinhos” de Carnaval, mas, sobretudo, os significados atribuídos por aqueles, que têm ajudado a construir um discurso festivo e identitário terceirense amplamente participado. A análise - seguida da interpretação, - dos dados empíricos recolhidos, permitiu-nos fazer emergir, de modo indutivo, cinco categorias sobre o significado que os diversos agentes e sujeitos atribuem às “danças e bailinhos”. Representámos estas categorias através de uma criação iconográfica em analogia com uma flor, o lilás, a cor convencionalmente simbólica da ilha Terceira. Nela abrem-se cinco pétalas: i) a educação lato sensu, como território de acolhimento, promoção e criação de identidade cultural; ii) a interculturalidade em amplo diálogo local e diaspórico, como matriz paradigmática inspiradora do presente e devir açoriano e terceirense; iii) a comunicação, como integração da diversidade de linguagens artísticas e digitais; iv) a língua portuguesa, como veículo de preservação, difusão e criação de narrativas artísticas; v) a economia, como motor de trocas comerciais e polo de desenvolvimento baseado na dinâmica de produção das “danças e bailinhos” de Carnaval. Magia da Arte com Bailinhos sintetiza o desafio interpretativo desta pesquisa, ao propor uma hipótese de leitura sobre os significados atribuídos pelos participantes envolvidos nesta manifestação cultural da ilha Terceira, tão clara e intensa, em diálogo fecundo com o universo de gentes onde vivem açorianos. Finalmente, a criação de um “bailinho” de Carnaval “MAE Arte Nauta - Magia da Arte com Bailinhos”, numa invocação à Universidade Aberta e ao Primeiro Mestrado em Arte e Educação, (MAE).
Autores principais:Roque, Américo Augusto Teixeira
Assunto:Etnografia Costumes e tradições Festas populares Carnaval Danças populares Culturas populares Açores Terceira Carnival Culture Education Meanings
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta

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