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Inhabiting in Financial Times: Housing and the Production of Space in Democratic Portugal [FINHABIT], 2016-2019

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O projeto FINHABIT visa estudar a relação entre a provisão de habitação e a produção de espaço em Portugal a partir de 1974. Ao analisar a habitação neste país europeu semiperiférico - debruçando-se sobre as formas como a finança tem moldado o uso do espaço -, o FINHABIT pretende ilustrar a importância da incorporação do espaço nos estudos sobre financeirização e da financeirização nos estudos geográficos. A financeirização, comummente entendida como o aumento da influência das motivações, dos atores e dos mercados financeiros na economia e na sociedade, revela-se de importância crucial para o entendimento da evolução recente do capitalismo contemporâneo. Todavia, enquanto é já largamente reconhecido que a financeirização aprofundou o alcance da finança entre atores e espaços, novos ou já existentes, a investigação científica tem permanecido insuficientemente atenta às tensões entre as espacialidades relacionais e territoriais. O FINHABIT adota uma abordagem interdisciplinar, colocando o estudo da provisão de habitação nos seus contextos histórico, político e geográfico com o objetivo de expor as suas diferenciadas dimensões sistémicas, de especificidade sectorial e geográficas. O FINHABIT organiza a investigação com base em questões relevantes para o tema em estudo, que compreendem diferentes níveis, escalas e unidades de análise (por exemplo, as políticas europeias, os sectores financeiros e de habitação e a experiência dos indivíduos), assim como na consideração de múltiplas variáveis explicativas materiais e não materiais, incluindo os interesses e valores que são favorecidos (ou prejudicados) pela financeirização, e os diversos meios por que estes são promovidos (por exemplo, alterações institucionais e discurso).
Autores principais:Santos, Ana Cordeiro (coord.)
Outros Autores:Silva, Ana Rita; Carmo, André; Ascensão, Eduardo; Ferreira, João Pedro; Rodrigues, João; Malheiros, Jorge; Reis, José; Serra, Nuno; Teles, Nuno; Ribeiro, Raquel; Salgueiro, Teresa Barata; Castela, Tiago; Neves, Vítor
Assunto:financeirização habitação espaço desenvolvimento desigual
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:conjuntos de dados
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:RCAAP
Idioma:português
Origem:Repositório de Dados Científicos
Descrição
Resumo:O projeto FINHABIT visa estudar a relação entre a provisão de habitação e a produção de espaço em Portugal a partir de 1974. Ao analisar a habitação neste país europeu semiperiférico - debruçando-se sobre as formas como a finança tem moldado o uso do espaço -, o FINHABIT pretende ilustrar a importância da incorporação do espaço nos estudos sobre financeirização e da financeirização nos estudos geográficos. A financeirização, comummente entendida como o aumento da influência das motivações, dos atores e dos mercados financeiros na economia e na sociedade, revela-se de importância crucial para o entendimento da evolução recente do capitalismo contemporâneo. Todavia, enquanto é já largamente reconhecido que a financeirização aprofundou o alcance da finança entre atores e espaços, novos ou já existentes, a investigação científica tem permanecido insuficientemente atenta às tensões entre as espacialidades relacionais e territoriais. O FINHABIT adota uma abordagem interdisciplinar, colocando o estudo da provisão de habitação nos seus contextos histórico, político e geográfico com o objetivo de expor as suas diferenciadas dimensões sistémicas, de especificidade sectorial e geográficas. O FINHABIT organiza a investigação com base em questões relevantes para o tema em estudo, que compreendem diferentes níveis, escalas e unidades de análise (por exemplo, as políticas europeias, os sectores financeiros e de habitação e a experiência dos indivíduos), assim como na consideração de múltiplas variáveis explicativas materiais e não materiais, incluindo os interesses e valores que são favorecidos (ou prejudicados) pela financeirização, e os diversos meios por que estes são promovidos (por exemplo, alterações institucionais e discurso).