Publicação
Prostatectomia radical laparoscópica versus aberta: margens cirúrgicas
| Resumo: | A prostatectomia radical por via laparoscópica é atualmente uma via de abordagem al- ternativa à via clássica. Objetivos: Pretende-se comparar os resultados oncológicos, nomeadamente as margens cirúrgicas, dos dois tipos de abordagens. Material e métodos: Em Setembro de 2012 deu-se início, a um estudo prospetivo durante 10 meses, com o objetivo de comparar os resultados da prostatectomia radical laparos- cópica versus aberta. Incluiu-se no estudo apenas os tumores de baixo risco e de risco intermédio. Avaliou-se diversos parâmetros: idade, PSA inicial, Gleason na biópsia, duração da ci- rurgia, número de transfusões sanguíneas, margens cirúrgicas, complicações, Gleason e estádio TNM na peça operatória. Resultados: Foram incluídos no estudo 45 doentes, 24 operados por via laparoscópica e 21 por via aberta. No grupo da abordagem laparoscópica, dos 24 doentes 70,8% (17) apresentaram margens negativas, 25% (6) margens positivas e 4,17% (1) não avaliável. No grupo da abordagem aberta dos 21 doentes 66,7% (14) apresentaram margens nega- tivas, 28,6% (6) margens positivas e 4,76% (1) não avaliável. A aplicação de um teste do qui-quadrado considerando dois grupos de margens: po- sitivas e não positivas, resultou num valor observado do qui-quadrado igual a 0,07 (p valor = 0,79), pelo que se concluiu não haver diferenças signifi cativas na distribuição das margens positivas nos dois grupos de abordagem cirúrgica. Procurámos avaliar se a distribuição dos tumores classifi cados como T2a, T2b, T2c, T3a e T3b, era idêntica nos dois grupos. Obtivemos um valor observado para o qui-quadrado de 1,44 (p valor = 0,23), que nos permitiu concluir que a distribuição dos dois grupos de estádios tumorais não é signifi cativamente diferente nos dois tipos de cirurgia utilizados. Conclusões: Os resultados obtidos neste estudo revelam que não há associação entre as margens e o tipo de abordagem cirúrgica bem como, não existe também associação entre os estádios tumorais e os dois tipos de abordagem cirúrgica. Através das diferentes análises elaboradas neste estudo podemos concluir que a pros- tatectomia radical laparoscópica poderá ser uma alternativa válida à abordagem aberta nos tumores de baixo risco e de risco intermédio. Apesar do número reduzido de casos, pensamos que é uma técnica segura do ponto de vista oncológico, não estando reservada apenas a centros de alto volume. |
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| Autores principais: | Abreu, R |
| Outros Autores: | Bargão, P; Graça, B; Lourenço, M; Coelho, M; Ribeiro, F; Cardoso, P; Varregoso, J; Ferrito, F; Gomes, FC |
| Assunto: | Prostatectomia Procedimentos cirúrgicos urológicos |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca E.P.E. |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca |
| Resumo: | A prostatectomia radical por via laparoscópica é atualmente uma via de abordagem al- ternativa à via clássica. Objetivos: Pretende-se comparar os resultados oncológicos, nomeadamente as margens cirúrgicas, dos dois tipos de abordagens. Material e métodos: Em Setembro de 2012 deu-se início, a um estudo prospetivo durante 10 meses, com o objetivo de comparar os resultados da prostatectomia radical laparos- cópica versus aberta. Incluiu-se no estudo apenas os tumores de baixo risco e de risco intermédio. Avaliou-se diversos parâmetros: idade, PSA inicial, Gleason na biópsia, duração da ci- rurgia, número de transfusões sanguíneas, margens cirúrgicas, complicações, Gleason e estádio TNM na peça operatória. Resultados: Foram incluídos no estudo 45 doentes, 24 operados por via laparoscópica e 21 por via aberta. No grupo da abordagem laparoscópica, dos 24 doentes 70,8% (17) apresentaram margens negativas, 25% (6) margens positivas e 4,17% (1) não avaliável. No grupo da abordagem aberta dos 21 doentes 66,7% (14) apresentaram margens nega- tivas, 28,6% (6) margens positivas e 4,76% (1) não avaliável. A aplicação de um teste do qui-quadrado considerando dois grupos de margens: po- sitivas e não positivas, resultou num valor observado do qui-quadrado igual a 0,07 (p valor = 0,79), pelo que se concluiu não haver diferenças signifi cativas na distribuição das margens positivas nos dois grupos de abordagem cirúrgica. Procurámos avaliar se a distribuição dos tumores classifi cados como T2a, T2b, T2c, T3a e T3b, era idêntica nos dois grupos. Obtivemos um valor observado para o qui-quadrado de 1,44 (p valor = 0,23), que nos permitiu concluir que a distribuição dos dois grupos de estádios tumorais não é signifi cativamente diferente nos dois tipos de cirurgia utilizados. Conclusões: Os resultados obtidos neste estudo revelam que não há associação entre as margens e o tipo de abordagem cirúrgica bem como, não existe também associação entre os estádios tumorais e os dois tipos de abordagem cirúrgica. Através das diferentes análises elaboradas neste estudo podemos concluir que a pros- tatectomia radical laparoscópica poderá ser uma alternativa válida à abordagem aberta nos tumores de baixo risco e de risco intermédio. Apesar do número reduzido de casos, pensamos que é uma técnica segura do ponto de vista oncológico, não estando reservada apenas a centros de alto volume. |
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