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Qualidade do ar interior em instalações desportivas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Qualidade do Ar Interior (QAI) tem vindo a despertar cada vez mais o interesse da comunidade científica, pelo facto das sociedades modernas passarem a grande maioria do seu dia em ambientes interiores, sendo o ar que respiramos um fator determinante na saúde e bem-estar do ser humano. Os indivíduos que praticam desporto estão em particular risco de inalar poluentes, não só porque durante a atividade desportiva estão sujeitos a maiores taxas de consumo de ar mas também ao facto de uma grande fração de ar ser inalada pela boca durante a prática de exercício físico. Atendendo à crescente preocupação com a QAI e ao maior ou menor risco de exposição dos indivíduos em recintos desportivos torna-se pertinente avaliar e caracterizar a qualidade do ar, área esta em que o conhecimento e estudos sobre a qualidade do ar são ainda escassos. O trabalho aqui apresentado teve como objetivo avaliar a qualidade do ar em recintos desportivos, tendo sido para o efeito realizado um estudo que recaiu sobre duas unidades desportivas com diferentes tipologias e práticas a eles associadas, fronton e ginásio, pertencentes à Universidade de Léon, Espanha. Cada local foi alvo de uma campanha de monitorização da QAI durante o mês de Julho de 2012 que envolveu a medição de parâmetros de conforto (temperatura, humidade relativa, CO2) e de poluentes gasosos (CO, COVs totais e compostos de carbonilo) e partículas (PM10) quer em termos de distribuição por tamanhos (distribuição numérica e volúmica/massa) quer das concentrações mássica e sua composição química (OC/EC, carbonatos e iões inorgânicos solúveis). As campanhas de monitorização da QAI nos dois recintos foram igualmente acompanhadas da monitorização da qualidade do ar exterior na sua vizinhança. A amostragem incluiu a monitorização em contínuo de parâmetros de temperatura, humidade relativa, CO2, CO, COVs e partículas, o uso de amostradores passivos para a recolha de NO2, carbonilos e COVs e a utilização de um amostrador de baixa caudal para a recolha de PM10. As taxas de ventilação mínimas recomendadas foram observadas nas duas instalações. As atividades de limpeza, no interior do fronton coincidiram com aumentos significativos de COVs e partículas. No exterior das instalações e no interior do fronton as concentrações de PM10 foram sempre inferiores a 50 μg m-3. No interior do ginásio foram registadas concentrações de PM10 de 150 μg m-3, associadas a processos de ressuspensão e ao uso de magnésia alba, um pó utilizado na prática de certos aparelhos desportivos. As elevadas concentrações de magnésio e carbonato evidenciam a importância da magnésia nos níveis de PM10 observados no ginásio. De igual modo as distribuições de partículas por tamanho demostraram um claro contributo do uso da magnésia e dos processos de ressuspenção, associados às atividades físicas, no aumento do número de partículas. O contributo de carbono total (OC e EC) nas PM10 foi cerca de 30%, nos dois espaços interiores.
Autores principais:Marques, Liliana Rute Dias
Assunto:Engenharia do ambiente Qualidade do ar - Espaços interiores Instalações desportivas Dióxido de carbono
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:A Qualidade do Ar Interior (QAI) tem vindo a despertar cada vez mais o interesse da comunidade científica, pelo facto das sociedades modernas passarem a grande maioria do seu dia em ambientes interiores, sendo o ar que respiramos um fator determinante na saúde e bem-estar do ser humano. Os indivíduos que praticam desporto estão em particular risco de inalar poluentes, não só porque durante a atividade desportiva estão sujeitos a maiores taxas de consumo de ar mas também ao facto de uma grande fração de ar ser inalada pela boca durante a prática de exercício físico. Atendendo à crescente preocupação com a QAI e ao maior ou menor risco de exposição dos indivíduos em recintos desportivos torna-se pertinente avaliar e caracterizar a qualidade do ar, área esta em que o conhecimento e estudos sobre a qualidade do ar são ainda escassos. O trabalho aqui apresentado teve como objetivo avaliar a qualidade do ar em recintos desportivos, tendo sido para o efeito realizado um estudo que recaiu sobre duas unidades desportivas com diferentes tipologias e práticas a eles associadas, fronton e ginásio, pertencentes à Universidade de Léon, Espanha. Cada local foi alvo de uma campanha de monitorização da QAI durante o mês de Julho de 2012 que envolveu a medição de parâmetros de conforto (temperatura, humidade relativa, CO2) e de poluentes gasosos (CO, COVs totais e compostos de carbonilo) e partículas (PM10) quer em termos de distribuição por tamanhos (distribuição numérica e volúmica/massa) quer das concentrações mássica e sua composição química (OC/EC, carbonatos e iões inorgânicos solúveis). As campanhas de monitorização da QAI nos dois recintos foram igualmente acompanhadas da monitorização da qualidade do ar exterior na sua vizinhança. A amostragem incluiu a monitorização em contínuo de parâmetros de temperatura, humidade relativa, CO2, CO, COVs e partículas, o uso de amostradores passivos para a recolha de NO2, carbonilos e COVs e a utilização de um amostrador de baixa caudal para a recolha de PM10. As taxas de ventilação mínimas recomendadas foram observadas nas duas instalações. As atividades de limpeza, no interior do fronton coincidiram com aumentos significativos de COVs e partículas. No exterior das instalações e no interior do fronton as concentrações de PM10 foram sempre inferiores a 50 μg m-3. No interior do ginásio foram registadas concentrações de PM10 de 150 μg m-3, associadas a processos de ressuspensão e ao uso de magnésia alba, um pó utilizado na prática de certos aparelhos desportivos. As elevadas concentrações de magnésio e carbonato evidenciam a importância da magnésia nos níveis de PM10 observados no ginásio. De igual modo as distribuições de partículas por tamanho demostraram um claro contributo do uso da magnésia e dos processos de ressuspenção, associados às atividades físicas, no aumento do número de partículas. O contributo de carbono total (OC e EC) nas PM10 foi cerca de 30%, nos dois espaços interiores.