Publicação
Família e comportamentos sexuais de risco nos adolescentes
| Resumo: | A sexualidade na adolescência é vivida de diferentes formas, encontrando-se, em grande parte, dependente da complexidade do contexto psicológico, sociale familiar em que cada adolescente se insere. O presente estudo tem como objectivo principal conhecer e caracterizar ofuncionamento das famílias que se encontram numa determinada etapa do seu ciclo vital (famílias com filhos adolescentes) a nível das dimensões coesão eadaptabilidade familiar everificar se associado a diferentes tipos de funcionamentos existem diferenças na manifestação de comportamentos sexuais de risco no adolescente.Bem como averiguar se existem diferenças de género (feminino/masculino), ligadas com o percurso escolar e idade doadolescente, recorrendo-se para tal à análise das variáveis que podem influenciar essa relação. Enquadra-se numa investigação do tipo correlacional, em que os dados foram recolhidos através de um questionário, composto pela Caracterização sócio-demográfica e escolar do adolescente, o Inventário de comportamento sexual para adolescentes e a Escala de Avaliação da Adaptabilidade e da Coesão familiar - FACES II, aplicados a 213 adolescentes, alunos do 9º, 10º, 11º e 12ºano de escolaridade, com idades compreendidas entre os 14 aos 20 anos dasescolas da zona da Bairrada. Os resultados obtidos apontam paraque os adolescentes que pertencem a famílias do tipo “equilibradas”, ou seja, muito ligadas e muito flexíveis, revelamcomportamentos sexuais mais saudáveis, evidenciando um menor nível decomportamentos sexuais de risco. Por outro lado, os dados indicam a existência de diferenças estatisticamente significativas entre o sexo masculinoe feminino no que se refere aos comportamentos sexuais de risco, apontandopara um maior índice no sexo masculino. Destaca-se ainda que os adolescentes que tiveram uma retenção ao longo do seu percurso escolar, apresentam maiores índices de comportamentos sexuaisde risco, o mesmo acontece com os adolescentes com menos de 16 anos. São ainda referidas algumas implicações práticas quer a nível da família, querda escola no sentido de serem reduzidos os comportamentos sexuais de risconos adolescentes. |
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| Autores principais: | Matos, Isabel Margarida Fernandes de |
| Assunto: | Psicologia do desenvolvimento Psicologia dos adolescentes Sexualidade Comportamento de risco Desenvolvimento psicológico |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A sexualidade na adolescência é vivida de diferentes formas, encontrando-se, em grande parte, dependente da complexidade do contexto psicológico, sociale familiar em que cada adolescente se insere. O presente estudo tem como objectivo principal conhecer e caracterizar ofuncionamento das famílias que se encontram numa determinada etapa do seu ciclo vital (famílias com filhos adolescentes) a nível das dimensões coesão eadaptabilidade familiar everificar se associado a diferentes tipos de funcionamentos existem diferenças na manifestação de comportamentos sexuais de risco no adolescente.Bem como averiguar se existem diferenças de género (feminino/masculino), ligadas com o percurso escolar e idade doadolescente, recorrendo-se para tal à análise das variáveis que podem influenciar essa relação. Enquadra-se numa investigação do tipo correlacional, em que os dados foram recolhidos através de um questionário, composto pela Caracterização sócio-demográfica e escolar do adolescente, o Inventário de comportamento sexual para adolescentes e a Escala de Avaliação da Adaptabilidade e da Coesão familiar - FACES II, aplicados a 213 adolescentes, alunos do 9º, 10º, 11º e 12ºano de escolaridade, com idades compreendidas entre os 14 aos 20 anos dasescolas da zona da Bairrada. Os resultados obtidos apontam paraque os adolescentes que pertencem a famílias do tipo “equilibradas”, ou seja, muito ligadas e muito flexíveis, revelamcomportamentos sexuais mais saudáveis, evidenciando um menor nível decomportamentos sexuais de risco. Por outro lado, os dados indicam a existência de diferenças estatisticamente significativas entre o sexo masculinoe feminino no que se refere aos comportamentos sexuais de risco, apontandopara um maior índice no sexo masculino. Destaca-se ainda que os adolescentes que tiveram uma retenção ao longo do seu percurso escolar, apresentam maiores índices de comportamentos sexuaisde risco, o mesmo acontece com os adolescentes com menos de 16 anos. São ainda referidas algumas implicações práticas quer a nível da família, querda escola no sentido de serem reduzidos os comportamentos sexuais de risconos adolescentes. |
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