Publicação
O Efeito transacção de Futuros na volatilidade do mercado à vista: evidência no mercado português
| Resumo: | O sucesso do mercado de derivados impulsionou a investigação neste domínio, nomeadamente no que diz respeito à tentativa de estudo de possíveis influências entre este mercado e os respectivos activos subjacentes. De entre os vários tipos de influências já analisadas na literatura financeira dos últimos anos, destacamos a influência que se poderá fazer sentir na variabilidade dos preços dos activos transaccionados no mercado á vista, pelo facto de se começar a negociar derivados sobre esses mesmos activos. De facto, uma das críticas mais pertinentes que se têm feito sentir relativamente aos futuros, prende-se com a ideia de que a negociação destes produtos veio trazer volatilidade ao mercado à vista. A influência dos derivados no mundo das finanças empresariais tem vindo a ser analisada, tanto no que diz respeito a análises teóricas, como no que diz respeito a aplicações empíricas, surgindo trabalhos que evidenciam um efeito desestabilizador da negociação de futuros nos preços do mercado à vista, enquanto outros caminham em sentido contrário. Este estudo pretende analisar o impacte que o início da transacção de futuros possa ter na volatilidade dos preços dos respectivos activos subjacentes, tendo sido utilizado para a evidência empírica os futuros sobre acções e sobre o índice bolsista PSI-20, transaccionados na Bolsa de Derivados do Porto (BDP). A base de dados é composta pelos preços diários e volume de transacção dos respectivos activos, cobrindo, em regra, um período de dois anos, um ano antes e um após o início da negociação dos respectivos contratos de futuros. A aplicação empírica levada a cabo teve como base a análise da variância de preços e do volume de transacção, antes e após o início da transacção dos futuros. Os resultados sugerem que, para as acções, não existe um aumento significativo da volatilidade dos activos no mercado à vista, provocada pelo início da negociação de futuros. Contudo, no que respeita ao índice PSI-20, o aumento da volatilidade é estatisticamente significativo. Quando analisamos se o volume de transacção pode reflectir o impacte do início da negociação dos respectivos futuros, concluímos que, em termos globais, o início da transacção de futuros sobre acções não teve impacte significativo no volume de transacção dos respectivos activos de base. |
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| Autores principais: | Vieira, Elisabete Fátima Simões |
| Outros Autores: | Santos, Joaquim Alberto Neiva dos |
| Assunto: | Mercado de futuros Volatilidade Mercado à vista |
| Ano: | 2001 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | O sucesso do mercado de derivados impulsionou a investigação neste domínio, nomeadamente no que diz respeito à tentativa de estudo de possíveis influências entre este mercado e os respectivos activos subjacentes. De entre os vários tipos de influências já analisadas na literatura financeira dos últimos anos, destacamos a influência que se poderá fazer sentir na variabilidade dos preços dos activos transaccionados no mercado á vista, pelo facto de se começar a negociar derivados sobre esses mesmos activos. De facto, uma das críticas mais pertinentes que se têm feito sentir relativamente aos futuros, prende-se com a ideia de que a negociação destes produtos veio trazer volatilidade ao mercado à vista. A influência dos derivados no mundo das finanças empresariais tem vindo a ser analisada, tanto no que diz respeito a análises teóricas, como no que diz respeito a aplicações empíricas, surgindo trabalhos que evidenciam um efeito desestabilizador da negociação de futuros nos preços do mercado à vista, enquanto outros caminham em sentido contrário. Este estudo pretende analisar o impacte que o início da transacção de futuros possa ter na volatilidade dos preços dos respectivos activos subjacentes, tendo sido utilizado para a evidência empírica os futuros sobre acções e sobre o índice bolsista PSI-20, transaccionados na Bolsa de Derivados do Porto (BDP). A base de dados é composta pelos preços diários e volume de transacção dos respectivos activos, cobrindo, em regra, um período de dois anos, um ano antes e um após o início da negociação dos respectivos contratos de futuros. A aplicação empírica levada a cabo teve como base a análise da variância de preços e do volume de transacção, antes e após o início da transacção dos futuros. Os resultados sugerem que, para as acções, não existe um aumento significativo da volatilidade dos activos no mercado à vista, provocada pelo início da negociação de futuros. Contudo, no que respeita ao índice PSI-20, o aumento da volatilidade é estatisticamente significativo. Quando analisamos se o volume de transacção pode reflectir o impacte do início da negociação dos respectivos futuros, concluímos que, em termos globais, o início da transacção de futuros sobre acções não teve impacte significativo no volume de transacção dos respectivos activos de base. |
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