Publicação
Abordagem das rotações centrada nos padrões: um estudo de caso com alunos do 9º ano
| Resumo: | O reconhecimento crescente da importância da Geometria, mesmo ao nível do desenvolvimento integral do indivíduo, não estava, até há pouco atrás, plasmado nos programas curriculares de matemática. Para além disso, essa área não era abordada da forma que, hoje em dia, se considera mais adequada, designadamente, dando-se espaço à ação do aluno na compreensão dos conceitos geométricos (Breda et al., 2011). Em Portugal, o atual Programa de Matemática do Ensino Básico (Ponte et al., 2007) e o documento das “Metas de Aprendizagem” (ME, 2009) conferem à Geometria o lugar de destaque que merece. E preconizam a abordagem dos tópicos geométricos, também eles renovados, consonante com as mais recentes orientações internacionais para o seu ensino e a aprendizagem que integram, designadamente, o uso de ambientes dinâmicos de geometria dinâmica. Um dos tópicos que sofreu alterações consideráveis foi o das “Transformações geométricas”. Por outro lado, os “Padrões” têm vindo a ganhar terreno como via inovadora para contribuir para a resolução do desinteresse desmotivação e insucesso escolar dos alunos, mas há poucos estudos realizados que se situem na confluência destas dimensões.Nesta perspetiva, a investigação teve como principal objetivo avaliar o impacto de uma abordagem das „Rotações‟ centrada no estudo dos padrões e recorrendo a Ambientes de Geometria Dinâmica, ao nível do desenvolvimento de capacidades gerais/transversais e específicas na área da Geometria Neste âmbito, desenvolveu-se, em 2008/09, um estudo de caso múltiplo, essencialmente qualitativo, que se realizou num contexto de investigação-ação, numa turma do 9.º ano, com quatro pares de alunos de uma escola básica do concelho de Aveiro. As técnicas de recolha de dados utilizadas foram a inquirição, a observação direta e a análise documental, suportadas por diversos instrumentos, nomeadamente o diário de bordo, o questionário, conversas informais, o teste, produções dos alunos e documentos internos da escola. Para o tratamento de dados, recorreu-se à análise de conteúdo e à análise estatística dos dados quantificáveis. O estudo permitiu concluir que a abordagem das rotações centrada nos padrões por recurso ao Geometer’s Sketchpad contribuiu, na generalidade, para o desenvolvimento de conhecimentos geométricos, em especial relacionados com a isometria „rotação‟; da comunicação matemática ao nível das interações no tipo de trabalho desenvolvido; da autonomia e, efetivamente, de uma relação mais afetiva com a Geometria, que se estabeleceu, sobretudo, pela confiança, entusiasmo, motivação e interesse pela aprendizagem. Em suma, este estudo mostra que, de uma forma geral, estes ambientes de aprendizagem podem constituir-se espaços de construção de conhecimento e de desenvolvimento de capacidades e atitudes imprescindíveis ao desenvolvimento da competência matemática. |
|---|---|
| Autores principais: | Matos, Lúcia Conceição Ferreira |
| Assunto: | Ensino da matemática Desenvolvimento dos currículos Metodologia de ensino - Ensino básico 3º ciclo - Aveiro (Portugal) Motivação para a aprendizagem Geometria |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | O reconhecimento crescente da importância da Geometria, mesmo ao nível do desenvolvimento integral do indivíduo, não estava, até há pouco atrás, plasmado nos programas curriculares de matemática. Para além disso, essa área não era abordada da forma que, hoje em dia, se considera mais adequada, designadamente, dando-se espaço à ação do aluno na compreensão dos conceitos geométricos (Breda et al., 2011). Em Portugal, o atual Programa de Matemática do Ensino Básico (Ponte et al., 2007) e o documento das “Metas de Aprendizagem” (ME, 2009) conferem à Geometria o lugar de destaque que merece. E preconizam a abordagem dos tópicos geométricos, também eles renovados, consonante com as mais recentes orientações internacionais para o seu ensino e a aprendizagem que integram, designadamente, o uso de ambientes dinâmicos de geometria dinâmica. Um dos tópicos que sofreu alterações consideráveis foi o das “Transformações geométricas”. Por outro lado, os “Padrões” têm vindo a ganhar terreno como via inovadora para contribuir para a resolução do desinteresse desmotivação e insucesso escolar dos alunos, mas há poucos estudos realizados que se situem na confluência destas dimensões.Nesta perspetiva, a investigação teve como principal objetivo avaliar o impacto de uma abordagem das „Rotações‟ centrada no estudo dos padrões e recorrendo a Ambientes de Geometria Dinâmica, ao nível do desenvolvimento de capacidades gerais/transversais e específicas na área da Geometria Neste âmbito, desenvolveu-se, em 2008/09, um estudo de caso múltiplo, essencialmente qualitativo, que se realizou num contexto de investigação-ação, numa turma do 9.º ano, com quatro pares de alunos de uma escola básica do concelho de Aveiro. As técnicas de recolha de dados utilizadas foram a inquirição, a observação direta e a análise documental, suportadas por diversos instrumentos, nomeadamente o diário de bordo, o questionário, conversas informais, o teste, produções dos alunos e documentos internos da escola. Para o tratamento de dados, recorreu-se à análise de conteúdo e à análise estatística dos dados quantificáveis. O estudo permitiu concluir que a abordagem das rotações centrada nos padrões por recurso ao Geometer’s Sketchpad contribuiu, na generalidade, para o desenvolvimento de conhecimentos geométricos, em especial relacionados com a isometria „rotação‟; da comunicação matemática ao nível das interações no tipo de trabalho desenvolvido; da autonomia e, efetivamente, de uma relação mais afetiva com a Geometria, que se estabeleceu, sobretudo, pela confiança, entusiasmo, motivação e interesse pela aprendizagem. Em suma, este estudo mostra que, de uma forma geral, estes ambientes de aprendizagem podem constituir-se espaços de construção de conhecimento e de desenvolvimento de capacidades e atitudes imprescindíveis ao desenvolvimento da competência matemática. |
|---|