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Estratégias conducentes à redução da opacidade dos lexemas alemães

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Resumo:O presente trabalho nasce da convicção de que é possível aos aprendentes portugueses apropriarem-se do léxico essencial da língua alemã de uma forma muito mais rápida, eficaz e consequente do que a sua opacidade, à partida, faria supor. Pretendemos construir uma diversidade de tipologias de exercícios, através das quais os alunos do 11.º Ano de Escolaridade (nível 2), possam aprofundar a sua capacidade de inferir correctamente o sentido dos lexemas opacos e desconhecidos. O nosso principal objectivo é fazer com que o aprendente utilize estratégias de aprendizagem que o conduzam, gradual e sustentadamente, à autonomia. Dividimos os alunos em cinco grupos com três ou quatro elementos cada. Durante o primeiro período lectivo, recolhemos dados através de inquéritos e de interacções áudio-gravadas. Os resultados sugerem que as tipologias de exercícios mais profícuas são as seguintes: formação de palavras, binómios, contexto sequencial e relações entre lexemas / encadeamento. Ao contrário destas tipologias, o Lückentext e Was passt nicht? não provaram ser muito eficazes. Além disso, pudemos constatar que os aprendentes que, no Pré-Teste, possuiam uma melhor competência lexical foram precisamente aqueles, cujo desempenho foi mais satisfatório, no Pós-Teste. Deste modo, acreditamos que é essencial que, desde as primeiras semanas de aprendizagem, e dentro das fronteiras do bom senso, os aprendentes adquiram um leque de lexemas importantes e opacos tão amplo quanto possível. Esta aquisição permitir-lhes-á relacionar, de uma forma ecléctica e eficaz, os vocábulos já conhecidos com os ainda desconhecidos, o que, por sua vez, os conduzirá a um crescente número de inferências correctas. Entre os principais obstáculos à correcta inferência dos aprendentes, destacamos a sua falta de poder de observação e as distorções das categorias morfológicas. Ficou, igualmente, claro que a intensidade da opacidade difere de indivíduo para indivíduo, já que é algo subjectivo.
Autores principais:Marques, José Carlos Gomes Monteiro
Assunto:Didáctica das línguas Língua alemã
Ano:2003
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:O presente trabalho nasce da convicção de que é possível aos aprendentes portugueses apropriarem-se do léxico essencial da língua alemã de uma forma muito mais rápida, eficaz e consequente do que a sua opacidade, à partida, faria supor. Pretendemos construir uma diversidade de tipologias de exercícios, através das quais os alunos do 11.º Ano de Escolaridade (nível 2), possam aprofundar a sua capacidade de inferir correctamente o sentido dos lexemas opacos e desconhecidos. O nosso principal objectivo é fazer com que o aprendente utilize estratégias de aprendizagem que o conduzam, gradual e sustentadamente, à autonomia. Dividimos os alunos em cinco grupos com três ou quatro elementos cada. Durante o primeiro período lectivo, recolhemos dados através de inquéritos e de interacções áudio-gravadas. Os resultados sugerem que as tipologias de exercícios mais profícuas são as seguintes: formação de palavras, binómios, contexto sequencial e relações entre lexemas / encadeamento. Ao contrário destas tipologias, o Lückentext e Was passt nicht? não provaram ser muito eficazes. Além disso, pudemos constatar que os aprendentes que, no Pré-Teste, possuiam uma melhor competência lexical foram precisamente aqueles, cujo desempenho foi mais satisfatório, no Pós-Teste. Deste modo, acreditamos que é essencial que, desde as primeiras semanas de aprendizagem, e dentro das fronteiras do bom senso, os aprendentes adquiram um leque de lexemas importantes e opacos tão amplo quanto possível. Esta aquisição permitir-lhes-á relacionar, de uma forma ecléctica e eficaz, os vocábulos já conhecidos com os ainda desconhecidos, o que, por sua vez, os conduzirá a um crescente número de inferências correctas. Entre os principais obstáculos à correcta inferência dos aprendentes, destacamos a sua falta de poder de observação e as distorções das categorias morfológicas. Ficou, igualmente, claro que a intensidade da opacidade difere de indivíduo para indivíduo, já que é algo subjectivo.