Publicação
Aceitabilidade e preferências de mulheres sobreviventes de cancro da mama relativamente a programas de reabilitação cognitiva
| Resumo: | O cancro de mama é um dos mais frequentes tipos de cancro a ser diagnosticado no mundo. Em Portugal, desde 2018, não é o mais letal, no entanto é um dos mais incidentes, sendo primordial considerar a qualidade de vida nos sobreviventes. Os sobreviventes de cancro de mama, frequentemente apresentam alterações cognitivas, designadas na literatura de “comprometimento cognitivo relacionado com o cancro” (CRCI). Essas alterações têm um impacto significativo na sua qualidade de vida. Estudos indicam que a reabilitação cognitiva (RC) é eficaz para minimizar o CRCI. Assim o presente estudo, de natureza descritiva e inferencial, teve como objetivo principal explorar a aceitabilidade e as preferências em relação aos programas de RC por sobreviventes de cancro da mama. As variáveis relevantes para este objetivo foram exploradas comparando os grupos de sobreviventes de curta e longa duração. A amostra do presente estudo transversal foi constituída por 120 mulheres com diagnóstico de cancro da mama, com idades compreendidas entre 29-63 anos e média 47.08 (DP=7.8). Em relação aos grupos, a amostra de sobreviventes de curta duração foi constituída por 84 participantes, enquanto o grupo de sobreviventes de longa duração foi constituído por 36 participantes. As participantes foram recrutadas online e questionadas acerca de informações clínicas, conhecimento pré-existente e acesso a suporte para lidar com o CRCI, barreiras e facilitadores para participar em programas de RC e aceitabilidade aos mesmos. Também se avaliou o funcionamento cognitivo percebido através do Functional Assessment of Cancer Therapy- FACT-Cog e a sintomatologia depressiva e ansiogénica através da Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar- HADS. Para 78.9% das sobreviventes, as alterações cognitivas estão “totalmente/muito relacionadas” com o diagnóstico/tratamento(s) para o cancro, mas 38.8% consideram estar “pouco/nada” familiarizadas com as queixas. Apenas 11.4% recebem/receberam apoio para lidar com as dificuldades, e o principal apoio recebido foi o acompanhamento psicológico. O principal motivo para não frequentarem nenhuma intervenção é a falta de informação acerca da sua existência ou de como usufruir destes programas. 61.5% consideram receber RC, apontando “lidar melhor com as queixas” e o “autocuidado” como principais motivadores e o desconhecimento/falta de informação como barreiras. Os resultados deste estudo apoiam a aceitabilidade dos sobreviventes em relação aos programas de RC e fornecem informações que podem apoiar os profissionais de saúde e investigadores no desenvolvimento de intervenções que aumentem a adesão a esses programas. |
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| Autores principais: | Loureiro, Liliana Magalhães |
| Assunto: | Sobreviventes de cancro da mama Programas de reabilitação cognitiva Aceitabilidade Preferências |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | O cancro de mama é um dos mais frequentes tipos de cancro a ser diagnosticado no mundo. Em Portugal, desde 2018, não é o mais letal, no entanto é um dos mais incidentes, sendo primordial considerar a qualidade de vida nos sobreviventes. Os sobreviventes de cancro de mama, frequentemente apresentam alterações cognitivas, designadas na literatura de “comprometimento cognitivo relacionado com o cancro” (CRCI). Essas alterações têm um impacto significativo na sua qualidade de vida. Estudos indicam que a reabilitação cognitiva (RC) é eficaz para minimizar o CRCI. Assim o presente estudo, de natureza descritiva e inferencial, teve como objetivo principal explorar a aceitabilidade e as preferências em relação aos programas de RC por sobreviventes de cancro da mama. As variáveis relevantes para este objetivo foram exploradas comparando os grupos de sobreviventes de curta e longa duração. A amostra do presente estudo transversal foi constituída por 120 mulheres com diagnóstico de cancro da mama, com idades compreendidas entre 29-63 anos e média 47.08 (DP=7.8). Em relação aos grupos, a amostra de sobreviventes de curta duração foi constituída por 84 participantes, enquanto o grupo de sobreviventes de longa duração foi constituído por 36 participantes. As participantes foram recrutadas online e questionadas acerca de informações clínicas, conhecimento pré-existente e acesso a suporte para lidar com o CRCI, barreiras e facilitadores para participar em programas de RC e aceitabilidade aos mesmos. Também se avaliou o funcionamento cognitivo percebido através do Functional Assessment of Cancer Therapy- FACT-Cog e a sintomatologia depressiva e ansiogénica através da Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar- HADS. Para 78.9% das sobreviventes, as alterações cognitivas estão “totalmente/muito relacionadas” com o diagnóstico/tratamento(s) para o cancro, mas 38.8% consideram estar “pouco/nada” familiarizadas com as queixas. Apenas 11.4% recebem/receberam apoio para lidar com as dificuldades, e o principal apoio recebido foi o acompanhamento psicológico. O principal motivo para não frequentarem nenhuma intervenção é a falta de informação acerca da sua existência ou de como usufruir destes programas. 61.5% consideram receber RC, apontando “lidar melhor com as queixas” e o “autocuidado” como principais motivadores e o desconhecimento/falta de informação como barreiras. Os resultados deste estudo apoiam a aceitabilidade dos sobreviventes em relação aos programas de RC e fornecem informações que podem apoiar os profissionais de saúde e investigadores no desenvolvimento de intervenções que aumentem a adesão a esses programas. |
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