Publicação
A estatística que engana!
| Resumo: | A estatística é uma área com séculos de história. Inicialmente era utilizada pelos governos para conhecer a sua população a vários níveis (militar, económico, social e político). Nos dias de hoje, a estatística é muito mais do que isso. Surge todos os dias na vida do cidadão comum: na publicidade, na comunicação social ou até numa ida ao hipermercado. É também uma ciência utilizada por outras áreas do saber na descoberta de novos conhecimentos contribuindo para a constante progressão/evolução da sociedade. No entanto, por vezes, existe um mau uso da estatística que pode ser consequência de desconhecimento. Outras vezes, o seu mau uso tem como propósito criar sensacionalismo e/ou enganar surgindo, dessa forma, falácias estatísticas, que resultam da introdução de erros na realização de um estudo. Quando os erros introduzidos não se devem ao acaso dizem-se erros sistemáticos, que podem ser subdivididos em vieses e confundimento. Os vieses são erros que podem surgir durante os processos de seleção da amostra e recolha da informação. As falácias estatísticas estão também presentes na comunicação dos resultados através de gráficos mal construídos ou nas informações estatísticas descontextualizadas, sem base de referência. A utilização de testes de hipóteses, nomeadamente o uso, por vezes abusivo, do valor p, descontextualizado pode também constituir uma falácia estatística, problema este que tem preocupado a comunidade estatística. Neste trabalho são apresentados 5 artigos publicados no Diário de Aveiro sobre estudos reais, onde se reflete sobre a eventual presença de falácias procurando alertar e sensibilizar o cidadão comum para a necessidade de se realizar uma leitura critica daquilo que nos é apresentado todos os dias pela comunicação social e assim tomar decisões de forma consciente e crítica. No entanto, para que essa leitura crítica seja efetuada é necessário um conjunto de ferramentas estatísticas que podem ser adquiridas e trabalhadas na escola, tornando-se muito importantes na preparação de indivíduos estatisticamente competentes. O estudo realizado nesta dissertação foi criado com o intuito de explorar a literacia estatística dos alunos no final da escolaridade obrigatória. Os resultados desse estudo mostram que há evidências do contributo da escola no desenvolvimento da literacia dos alunos, uma vez que o desempenho dos alunos face aos encarregados de educação foi sensivelmente melhor. Contudo, ainda existe um trabalho árduo a ser realizado pelo professor de matemática, que tem um papel central na tarefa de preparar cidadãos estatisticamente competentes, pois ainda existem algumas áreas onde os alunos apresentam mais dificuldades. Nos dias de hoje, é importante o professor refletir sobre as metodologias que adota no âmbito do ensino da estatística que, por vezes, é trabalhada de forma breve e formal, mas que é de extrema importância numa sociedade que vive mergulhada em números, estudos e informações estatísticas provenientes de vários meios como a publicidade, comunicação social, redes sociais, entre outros. |
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| Autores principais: | Borges, Susana Matilde Silva |
| Assunto: | Matemática para professores Ensino da matemática Estatística - Falácias (Lógica) Amostragem estatística - Variáveis aleatórias |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A estatística é uma área com séculos de história. Inicialmente era utilizada pelos governos para conhecer a sua população a vários níveis (militar, económico, social e político). Nos dias de hoje, a estatística é muito mais do que isso. Surge todos os dias na vida do cidadão comum: na publicidade, na comunicação social ou até numa ida ao hipermercado. É também uma ciência utilizada por outras áreas do saber na descoberta de novos conhecimentos contribuindo para a constante progressão/evolução da sociedade. No entanto, por vezes, existe um mau uso da estatística que pode ser consequência de desconhecimento. Outras vezes, o seu mau uso tem como propósito criar sensacionalismo e/ou enganar surgindo, dessa forma, falácias estatísticas, que resultam da introdução de erros na realização de um estudo. Quando os erros introduzidos não se devem ao acaso dizem-se erros sistemáticos, que podem ser subdivididos em vieses e confundimento. Os vieses são erros que podem surgir durante os processos de seleção da amostra e recolha da informação. As falácias estatísticas estão também presentes na comunicação dos resultados através de gráficos mal construídos ou nas informações estatísticas descontextualizadas, sem base de referência. A utilização de testes de hipóteses, nomeadamente o uso, por vezes abusivo, do valor p, descontextualizado pode também constituir uma falácia estatística, problema este que tem preocupado a comunidade estatística. Neste trabalho são apresentados 5 artigos publicados no Diário de Aveiro sobre estudos reais, onde se reflete sobre a eventual presença de falácias procurando alertar e sensibilizar o cidadão comum para a necessidade de se realizar uma leitura critica daquilo que nos é apresentado todos os dias pela comunicação social e assim tomar decisões de forma consciente e crítica. No entanto, para que essa leitura crítica seja efetuada é necessário um conjunto de ferramentas estatísticas que podem ser adquiridas e trabalhadas na escola, tornando-se muito importantes na preparação de indivíduos estatisticamente competentes. O estudo realizado nesta dissertação foi criado com o intuito de explorar a literacia estatística dos alunos no final da escolaridade obrigatória. Os resultados desse estudo mostram que há evidências do contributo da escola no desenvolvimento da literacia dos alunos, uma vez que o desempenho dos alunos face aos encarregados de educação foi sensivelmente melhor. Contudo, ainda existe um trabalho árduo a ser realizado pelo professor de matemática, que tem um papel central na tarefa de preparar cidadãos estatisticamente competentes, pois ainda existem algumas áreas onde os alunos apresentam mais dificuldades. Nos dias de hoje, é importante o professor refletir sobre as metodologias que adota no âmbito do ensino da estatística que, por vezes, é trabalhada de forma breve e formal, mas que é de extrema importância numa sociedade que vive mergulhada em números, estudos e informações estatísticas provenientes de vários meios como a publicidade, comunicação social, redes sociais, entre outros. |
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