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Desenvolvimento e validação de um programa de intervenção em competências pragmáticas para crianças em idade escolar

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Resumo:Enquadramento: Na sua intervenção, o Terapeuta da Fala (TF) deverá escolher programas adequados às características individuais da criança e ao seu desempenho linguístico. Contudo, no que diz respeito às competências pragmáticas, não são conhecidos, até ao momento, a nível nacional, programas de intervenção destinados a crianças em idade escolar e validados para o Português Europeu (PE), o que dificulta a atuação do TF. Objetivos: O presente estudo tem como principal objetivo desenvolver e validar um Programa de Intervenção em Competências Pragmáticas – Idade Escolar (PICP-E) destinado a crianças com dificuldades no domínio pragmático em idade escolar. Metodologia: A concretização deste estudo dividiu-se em duas fases: a Fase 1 diz respeito ao desenvolvimento do PICP-E; e a Fase 2 corresponde à validação de conteúdo com recurso a um Painel de Peritos (PP) (Fase 2.1) e à realização de um Estudo Piloto de Aceitabilidade (Fase 2.2). Sendo um estudo de validade de conteúdo, pode, simultaneamente, caracterizar-se um estudo exploratório, de natureza transversal e descritiva, com uma amostragem não probabilística por conveniência. O PP (n=7) foi composto por Terapeutas da Fala e permitiu validar o conteúdo do PICP-E no que diz respeito à sua estrutura, conteúdo e pertinência. Nesta fase (2.1), a recolha de dados foi executada através do preenchimento de dois questionários: A - Caracterização do Painel de Peritos e B - Validação de Conteúdo. A validade de conteúdo foi calculada através do Índice de Validade de Conteúdo (IVC). O Estudo Piloto de Aceitabilidade contou com a participação de 10 crianças com idades compreendidas entre os seis e os 10 anos, com desenvolvimento linguístico típico e com o PE como língua materna. A recolha de dados assentou, igualmente, no preenchimento de dois questionários: A – Caracterização Demográfica da criança e B - Questionário de Aceitabilidade. Todos os dados foram analisados com base na estatística descritiva. Resultados: Os resultados obtidos através do PP demonstraram uma concordância global elevada entre os avaliadores, obtendo-se um IVC global de 0.99. No Estudo Piloto de Aceitabilidade, todas as crianças (100%, n=10) gostaram de participar, compreenderam as instruções e gostavam de continuar ou repetir as atividades do programa. Conclusão: Os resultados obtidos no presente estudo indicam que o PICP-E apresenta validade de conteúdo, assim como boas características de aceitabilidade por parte de crianças em idade escolar com desenvolvimento típico. Sugere-se que, em estudos futuros, seja analisada a eficácia do PICP-E em crianças com dificuldades no domínico pragmático.
Autores principais:Silva, Ana Maria Estevão da
Assunto:Intervenção Pragmática Idade escolar
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:Enquadramento: Na sua intervenção, o Terapeuta da Fala (TF) deverá escolher programas adequados às características individuais da criança e ao seu desempenho linguístico. Contudo, no que diz respeito às competências pragmáticas, não são conhecidos, até ao momento, a nível nacional, programas de intervenção destinados a crianças em idade escolar e validados para o Português Europeu (PE), o que dificulta a atuação do TF. Objetivos: O presente estudo tem como principal objetivo desenvolver e validar um Programa de Intervenção em Competências Pragmáticas – Idade Escolar (PICP-E) destinado a crianças com dificuldades no domínio pragmático em idade escolar. Metodologia: A concretização deste estudo dividiu-se em duas fases: a Fase 1 diz respeito ao desenvolvimento do PICP-E; e a Fase 2 corresponde à validação de conteúdo com recurso a um Painel de Peritos (PP) (Fase 2.1) e à realização de um Estudo Piloto de Aceitabilidade (Fase 2.2). Sendo um estudo de validade de conteúdo, pode, simultaneamente, caracterizar-se um estudo exploratório, de natureza transversal e descritiva, com uma amostragem não probabilística por conveniência. O PP (n=7) foi composto por Terapeutas da Fala e permitiu validar o conteúdo do PICP-E no que diz respeito à sua estrutura, conteúdo e pertinência. Nesta fase (2.1), a recolha de dados foi executada através do preenchimento de dois questionários: A - Caracterização do Painel de Peritos e B - Validação de Conteúdo. A validade de conteúdo foi calculada através do Índice de Validade de Conteúdo (IVC). O Estudo Piloto de Aceitabilidade contou com a participação de 10 crianças com idades compreendidas entre os seis e os 10 anos, com desenvolvimento linguístico típico e com o PE como língua materna. A recolha de dados assentou, igualmente, no preenchimento de dois questionários: A – Caracterização Demográfica da criança e B - Questionário de Aceitabilidade. Todos os dados foram analisados com base na estatística descritiva. Resultados: Os resultados obtidos através do PP demonstraram uma concordância global elevada entre os avaliadores, obtendo-se um IVC global de 0.99. No Estudo Piloto de Aceitabilidade, todas as crianças (100%, n=10) gostaram de participar, compreenderam as instruções e gostavam de continuar ou repetir as atividades do programa. Conclusão: Os resultados obtidos no presente estudo indicam que o PICP-E apresenta validade de conteúdo, assim como boas características de aceitabilidade por parte de crianças em idade escolar com desenvolvimento típico. Sugere-se que, em estudos futuros, seja analisada a eficácia do PICP-E em crianças com dificuldades no domínico pragmático.