Publicação
A gestão dos resultados nas perdas por imparidade do goodwill: evidência nas empresas cotadas portuguesas
| Resumo: | A mensuração subsequente do goodwill adquirido numa CAE é um tema antigo e que continua a gerar grande debate, entre os principais organismos normalizadores (IASB e FASB). A discussão incide especialmente sobre a discricionariedade permitida pelas normas que regulam o modelo de sujeição exclusiva do goodwill a testes de imparidade, uma vez que a subjetividade implícita naqueles testes parece ser aproveitada para a gestão dos resultados das empresas. Assim, o principal objetivo deste estudo é identificar as práticas de gestão dos resultados que são utilizadas pelas empresas portuguesas com valores cotados na Euronext Lisbon, e que motivações lhe estão associadas, no reconhecimento das perdas por imparidade do goodwill, para o período de 2014 a 2022. Para o efeito, foram formuladas oito hipóteses de investigação, de modo a captar as práticas de manipulação, e respetivas motivações, quer na frequência, quer no montante reconhecido, das perdas por imparidade do goodwill. Para testar cada hipótese foram utilizados modelos econométricos, de regressão linear múltipla e logística. O estudo permitiu recolher evidência da existência de práticas de gestão de resultados, através da técnica big bath, na magnitude do reconhecimento das perdas por imparidade do goodwill, no período da amostra. Além disso, conclui-se que as motivações mais significativas para o reconhecimento das perdas por imparidade são as extrínsecas ao gestor. Os resultados também revelam que as empresas evitam o reconhecimento daquelas perdas por imparidade, pois os montantes e a frequência daquele reconhecimento ficaram muito aquém do que seria expectável, designadamente para o período de pandemia por COVID-19. |
|---|---|
| Autores principais: | Mota, Andreia Almeida |
| Assunto: | Goodwill Mensuração Subsequente Testes de imparidade Gestão de resultados Covid-19 Big bath Income smoothing |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A mensuração subsequente do goodwill adquirido numa CAE é um tema antigo e que continua a gerar grande debate, entre os principais organismos normalizadores (IASB e FASB). A discussão incide especialmente sobre a discricionariedade permitida pelas normas que regulam o modelo de sujeição exclusiva do goodwill a testes de imparidade, uma vez que a subjetividade implícita naqueles testes parece ser aproveitada para a gestão dos resultados das empresas. Assim, o principal objetivo deste estudo é identificar as práticas de gestão dos resultados que são utilizadas pelas empresas portuguesas com valores cotados na Euronext Lisbon, e que motivações lhe estão associadas, no reconhecimento das perdas por imparidade do goodwill, para o período de 2014 a 2022. Para o efeito, foram formuladas oito hipóteses de investigação, de modo a captar as práticas de manipulação, e respetivas motivações, quer na frequência, quer no montante reconhecido, das perdas por imparidade do goodwill. Para testar cada hipótese foram utilizados modelos econométricos, de regressão linear múltipla e logística. O estudo permitiu recolher evidência da existência de práticas de gestão de resultados, através da técnica big bath, na magnitude do reconhecimento das perdas por imparidade do goodwill, no período da amostra. Além disso, conclui-se que as motivações mais significativas para o reconhecimento das perdas por imparidade são as extrínsecas ao gestor. Os resultados também revelam que as empresas evitam o reconhecimento daquelas perdas por imparidade, pois os montantes e a frequência daquele reconhecimento ficaram muito aquém do que seria expectável, designadamente para o período de pandemia por COVID-19. |
|---|