Publicação
RIAM – Realidades Imersivas Ativadoras de Memórias
| Resumo: | A multiplicidade de equipamentos, conteúdos e atividades associadas a experiências imersivas têm registado um crescimento gradual em contextos extra-académicos, como é o caso do entretenimento e da saúde. Estudos disponíveis indicam que com as devidas condicionantes, existe um campo amplo de exploração destas soluções em áreas como, por exemplo, as terapias de reminiscência. Num cenário atual onde, com o contributo da pandemia COVID19, o número de transtornos de foro mental e neuro cognitivo têm aumentado de forma significativa, existe uma lista extensa de desafios merecedores de atenção adicional. Enquanto seres humanos o nosso cérebro necessita de ser exercitado por forma a mantê-lo saudável e possivelmente menos propenso a problemas de declínio nas suas capacidades. Num contexto de isolamento, existe sempre a hipótese de privação destes estímulos com efeitos negativos, mas sempre difíceis de prever na sua plenitude. Existem, no entanto, caminhos a ser explorados no estabelecimento de pontes entre a saúde do cérebro e a realização de exercícios de reminiscência recorrendo a tecnologias associadas à realidade virtual. O contato com experiências e ambientes imersivos, capazes de evocar memórias e a consequente partilha das mesmas, moveu parte do estudo aqui apresentado. O presente estudo denominado RIAM: Realidades Imersivas Ativadoras de Memórias, teve como objetivo investigar o efeito que vídeos 360º, visualizados com recurso a Head Mounted Devices, cujos conteúdos estão relacionados com as memórias dos utilizadores, podem ter no espoletar de atividades de comunicação oral e storytelling espontâneos. As experiências de visualização e partilha de memórias envolvendo os sujeitos participantes na investigação ajudou a compreender os efeitos que estes tipos de conteúdos audiovisuais poderão ter nos utilizadores e forneceu pistas quanto ao seu potencial enquanto conteúdos para atividades como, por exemplo, terapias de reminiscência. Apesar de possuir algumas limitações inerentes à tipologia do conteúdo utilizado, foi interessante registar a interação e envolvimento do utilizador com a experiência e a forma como a mesma espoletou certas emoções e também recordações conotáveis com exercícios de reminiscência. O estudo, para além da construção do corpus teórico que sustentou o seu desenvolvimento, incluiu ainda a produção de conteúdos e a realização de testes com uma amostra de 20 utilizadores que gentilmente acederam a seguir um protocolo de testes desenhado especificamente para este estudo. Como resultados mais relevantes destaca-se a identificação da relação direta entre a visualização de conteúdos ligados às memórias dos utilizadores e a partilha oral espontânea de histórias pessoais por parte desses mesmos utilizadores, assim como a versão ainda com espaço para melhoria do protocolo de testes desenhado para o estudo. |
|---|---|
| Autores principais: | Reis, Francisco Miguel Alves Tavares dos |
| Assunto: | Realidade virtual Memória Reminiscência Imagens 360º e imersão |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A multiplicidade de equipamentos, conteúdos e atividades associadas a experiências imersivas têm registado um crescimento gradual em contextos extra-académicos, como é o caso do entretenimento e da saúde. Estudos disponíveis indicam que com as devidas condicionantes, existe um campo amplo de exploração destas soluções em áreas como, por exemplo, as terapias de reminiscência. Num cenário atual onde, com o contributo da pandemia COVID19, o número de transtornos de foro mental e neuro cognitivo têm aumentado de forma significativa, existe uma lista extensa de desafios merecedores de atenção adicional. Enquanto seres humanos o nosso cérebro necessita de ser exercitado por forma a mantê-lo saudável e possivelmente menos propenso a problemas de declínio nas suas capacidades. Num contexto de isolamento, existe sempre a hipótese de privação destes estímulos com efeitos negativos, mas sempre difíceis de prever na sua plenitude. Existem, no entanto, caminhos a ser explorados no estabelecimento de pontes entre a saúde do cérebro e a realização de exercícios de reminiscência recorrendo a tecnologias associadas à realidade virtual. O contato com experiências e ambientes imersivos, capazes de evocar memórias e a consequente partilha das mesmas, moveu parte do estudo aqui apresentado. O presente estudo denominado RIAM: Realidades Imersivas Ativadoras de Memórias, teve como objetivo investigar o efeito que vídeos 360º, visualizados com recurso a Head Mounted Devices, cujos conteúdos estão relacionados com as memórias dos utilizadores, podem ter no espoletar de atividades de comunicação oral e storytelling espontâneos. As experiências de visualização e partilha de memórias envolvendo os sujeitos participantes na investigação ajudou a compreender os efeitos que estes tipos de conteúdos audiovisuais poderão ter nos utilizadores e forneceu pistas quanto ao seu potencial enquanto conteúdos para atividades como, por exemplo, terapias de reminiscência. Apesar de possuir algumas limitações inerentes à tipologia do conteúdo utilizado, foi interessante registar a interação e envolvimento do utilizador com a experiência e a forma como a mesma espoletou certas emoções e também recordações conotáveis com exercícios de reminiscência. O estudo, para além da construção do corpus teórico que sustentou o seu desenvolvimento, incluiu ainda a produção de conteúdos e a realização de testes com uma amostra de 20 utilizadores que gentilmente acederam a seguir um protocolo de testes desenhado especificamente para este estudo. Como resultados mais relevantes destaca-se a identificação da relação direta entre a visualização de conteúdos ligados às memórias dos utilizadores e a partilha oral espontânea de histórias pessoais por parte desses mesmos utilizadores, assim como a versão ainda com espaço para melhoria do protocolo de testes desenhado para o estudo. |
|---|