Publicação
Efeito do meio de cultura na produção de ramnolípidos bacterianos
| Resumo: | A síntese de biossurfactantes é um dos mecanismos de sobrevivência comum em microrganismos de interfaces ambientais. Algumas das espécies produtoras são capazes de crescer em matérias primas de baixo custo, designadamente resíduos ou sub-produtos industriais e óleos vegetais. As águas russas, são efluentes resultantes da indústria de produção de azeite e azeitona de mesa. Caracterizam-se por uma elevada carga orgânica associada e contêm concentrações apreciáveis de lípidos e de compostos fenólicos. O mecanismo de produção dos biossurfactantes é limitado por vários factores como a qualidade e a quantidade da fonte de carbono presente, as condições do meio onde se encontra, o pH, a temperatura e a salinidade. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a possibilidade de utilizar este tipo de água residual como substrato para o crescimento de Pseudomonsa produtoras de biossurfactanates previamente isoladas do ambiente. As estirpes usadas foram inicialmente caracterizadas quanto ao seu potencial para degradar substratos poliméricos por análise da atividade enzimática extracelular. O crescimento bacteriano e a produção de biosurfactantes foram avaliados após cultivo em meio não suplementado ou suplementado com fontes adicionais de carbono, azoto e fósforo. Paralelamente, avaliou-se também o efeito da salinidade no crescimento das estirpes selecionadas e na produção de ramnolípidos. Os resultados permitem concluir que é necessário o enriquecimento da água de lavagem com fontes adicionais de carbono para que o crescimento bacteriano ocorra e se verifique produção de biossurfactantes. A adição de uma fonte de azoto resultou numa estimulação adicional do crescimento. Verificou-se ainda que a concentração de sal é um fator determinante do desempenho das estirpes produtoras de biossurfactantes, havendo uma relação inversa entre a salinidade do meio de cultura e a quantidade de biossurfactante produzida. Os resultados permitem concluir que é possível usar água de lavagem de azeitona como meio-base para o cultivo de bactérias produtoras de biossurfactantes desde que o teor de sal seja baixo ou, possa ser reduzido por diluição, e sejam adicionadas fontes suplementares de carbono e azoto. |
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| Autores principais: | Silva, Ana Patrícia Amaro Melo |
| Assunto: | Biotecnologia Biossurfactantes Bactérias Cultura (Biologia) |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A síntese de biossurfactantes é um dos mecanismos de sobrevivência comum em microrganismos de interfaces ambientais. Algumas das espécies produtoras são capazes de crescer em matérias primas de baixo custo, designadamente resíduos ou sub-produtos industriais e óleos vegetais. As águas russas, são efluentes resultantes da indústria de produção de azeite e azeitona de mesa. Caracterizam-se por uma elevada carga orgânica associada e contêm concentrações apreciáveis de lípidos e de compostos fenólicos. O mecanismo de produção dos biossurfactantes é limitado por vários factores como a qualidade e a quantidade da fonte de carbono presente, as condições do meio onde se encontra, o pH, a temperatura e a salinidade. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a possibilidade de utilizar este tipo de água residual como substrato para o crescimento de Pseudomonsa produtoras de biossurfactanates previamente isoladas do ambiente. As estirpes usadas foram inicialmente caracterizadas quanto ao seu potencial para degradar substratos poliméricos por análise da atividade enzimática extracelular. O crescimento bacteriano e a produção de biosurfactantes foram avaliados após cultivo em meio não suplementado ou suplementado com fontes adicionais de carbono, azoto e fósforo. Paralelamente, avaliou-se também o efeito da salinidade no crescimento das estirpes selecionadas e na produção de ramnolípidos. Os resultados permitem concluir que é necessário o enriquecimento da água de lavagem com fontes adicionais de carbono para que o crescimento bacteriano ocorra e se verifique produção de biossurfactantes. A adição de uma fonte de azoto resultou numa estimulação adicional do crescimento. Verificou-se ainda que a concentração de sal é um fator determinante do desempenho das estirpes produtoras de biossurfactantes, havendo uma relação inversa entre a salinidade do meio de cultura e a quantidade de biossurfactante produzida. Os resultados permitem concluir que é possível usar água de lavagem de azeitona como meio-base para o cultivo de bactérias produtoras de biossurfactantes desde que o teor de sal seja baixo ou, possa ser reduzido por diluição, e sejam adicionadas fontes suplementares de carbono e azoto. |
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