Publicação
Fatores de endividamento das famílias em Portugal: Uma análise da importância dos fatores macroeconómicos
| Resumo: | O endividamento familiar dá-se quando uma família toma a decisão de recorrer a um ou mais créditos para satisfazer a necessidade de consumo no momento presente, ficando então em dívida para com a entidade que empresta. Este tema tem vindo a ser discutido em várias áreas como a psicologia, a sociologia e a economia, de forma a tentar compreender quais as razões que levam as famílias a endividarem-se e em muitos casos a chegar a um ponto de sobre-endividamento por não conseguirem suportar todas as dívidas. O endividamento nas famílias em Portugal apresentou um aumento gradual ao longo dos anos, mas a partir do ano de 2010 foi diminuindo, porém, os valores do endividamento continuaram a ser muito elevados. Muitas são as causas que vários autores apontam para a existência dessa situação, como alterações no seio familiar, por exemplo um divórcio ou uma morte e alterações a nível financeiro, seja por perda de emprego ou situações inesperadas que levam a um choque na rotina financeira das famílias, como uma doença ou até um desastre natural. Este estudo tem como objetivo analisar os fatores macroeconómicos que afetam o endividamento das famílias, mais concretamente das famílias portuguesas. Os fatores escolhidos para análise, que foi realizada inicialmente a partir de um modelo de regressão linear múltipla, foram o consumo, a poupança, a taxa de desemprego e o rácio de serviço da dívida. A análise baseou-se num período temporal desde o terceiro trimestre de 1999 até ao terceiro trimestre de 2019. Os resultados obtidos permitiram concluir que todas estas variáveis apresentam um efeito positivo e estatisticamente significativo sobre o endividamento familiar, isto é, quando estas variáveis aumentam, o endividamento das famílias também sofre um aumento. Porém o modelo utilizado falhou num dos pressupostos e por isso foi feita uma simulação de um modelo VAR, para séries cronológicas, que cumprindo todos os pressupostos, verificou que as variáveis que afetam o endividamento são, o próprio endividamento em percentagem do PIB registado no período anterior, a poupança e a taxa de desemprego, considerando um desfasamento de três períodos. |
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| Autores principais: | Pereira, Viviana Patrícia Santos |
| Assunto: | Endividamento Famílias Crédito Dívida Variáveis macroeconómicas |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Beja |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional do IPBeja |
| Resumo: | O endividamento familiar dá-se quando uma família toma a decisão de recorrer a um ou mais créditos para satisfazer a necessidade de consumo no momento presente, ficando então em dívida para com a entidade que empresta. Este tema tem vindo a ser discutido em várias áreas como a psicologia, a sociologia e a economia, de forma a tentar compreender quais as razões que levam as famílias a endividarem-se e em muitos casos a chegar a um ponto de sobre-endividamento por não conseguirem suportar todas as dívidas. O endividamento nas famílias em Portugal apresentou um aumento gradual ao longo dos anos, mas a partir do ano de 2010 foi diminuindo, porém, os valores do endividamento continuaram a ser muito elevados. Muitas são as causas que vários autores apontam para a existência dessa situação, como alterações no seio familiar, por exemplo um divórcio ou uma morte e alterações a nível financeiro, seja por perda de emprego ou situações inesperadas que levam a um choque na rotina financeira das famílias, como uma doença ou até um desastre natural. Este estudo tem como objetivo analisar os fatores macroeconómicos que afetam o endividamento das famílias, mais concretamente das famílias portuguesas. Os fatores escolhidos para análise, que foi realizada inicialmente a partir de um modelo de regressão linear múltipla, foram o consumo, a poupança, a taxa de desemprego e o rácio de serviço da dívida. A análise baseou-se num período temporal desde o terceiro trimestre de 1999 até ao terceiro trimestre de 2019. Os resultados obtidos permitiram concluir que todas estas variáveis apresentam um efeito positivo e estatisticamente significativo sobre o endividamento familiar, isto é, quando estas variáveis aumentam, o endividamento das famílias também sofre um aumento. Porém o modelo utilizado falhou num dos pressupostos e por isso foi feita uma simulação de um modelo VAR, para séries cronológicas, que cumprindo todos os pressupostos, verificou que as variáveis que afetam o endividamento são, o próprio endividamento em percentagem do PIB registado no período anterior, a poupança e a taxa de desemprego, considerando um desfasamento de três períodos. |
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