Publicação
Caracterização de mel do sudeste alentejano e este algarvio
| Resumo: | Em Portugal, a produção de mel tem sido encarada maioritariamente como actividade de lazer ainda que ultimamente tenham aparecido apicultores que se dedicam de forma profissional à apicultura possuindo já um número elevado de colmeias. Este trabalho teve como objectivo a caracterização físico-química, polínica e sensorial do mel do Sudeste Alentejano e da região Este do Algarve. Para tal recolheu-se amostras em três zonas: Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG), Alentejo mas de fora do PNVG e Algarve. Na base deste trabalho esteve o interesse em saber se todas as amostras analisadas, algumas delas comercializáveis, se encontravam dentro dos limites impostos pela legislação portuguesa. Segundo Anjos et al (2009) méis com diferentes origens botânicas apresentam desiguais características físico-químicas, nomeadamente compostos fenólicos, cor e condutividade eléctrica. O mel analisado mostrou estar fora de alguns limites estabelecidos na legislação, onde o número de amostras que cumpriam todos os requisitos ficou um pouco aquém das expectativas. Os valores obtidos nas análises físico-químicas apresentaram-se semelhantes entre as três zonas, com excepção feita para a humidade, pois revelou-se mais elevada nas amostras provenientes da região do Algarve. Os valores obtidos foram (mínimo e máximo): pH (2,97 a 3,68), condutividade eléctrica (0,3 a 0,9 mS/cm), humidade (13,49 a 23,90%), acidez (12,90 a 26,90 mEq/kg), cinza (0,05 a 0,26%), HMF (7,27 a 18,99mg/kg), ID (1 a 19), açúcares redutores (58,37 a 69,36 g/100g) e viscosidade (0,18 a 204,93 ƒ Pas). No que respeita à caracterização polínica, 65% das amostras revelaram ser de origem multifloral; das monoflorais, 45% revelaram ser de giesta. |
|---|---|
| Autores principais: | Dias, Marta Filipa Alves |
| Assunto: | Mel Apis melífera Caracterização Algarve Alentejo |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Beja |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional do IPBeja |
| Resumo: | Em Portugal, a produção de mel tem sido encarada maioritariamente como actividade de lazer ainda que ultimamente tenham aparecido apicultores que se dedicam de forma profissional à apicultura possuindo já um número elevado de colmeias. Este trabalho teve como objectivo a caracterização físico-química, polínica e sensorial do mel do Sudeste Alentejano e da região Este do Algarve. Para tal recolheu-se amostras em três zonas: Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG), Alentejo mas de fora do PNVG e Algarve. Na base deste trabalho esteve o interesse em saber se todas as amostras analisadas, algumas delas comercializáveis, se encontravam dentro dos limites impostos pela legislação portuguesa. Segundo Anjos et al (2009) méis com diferentes origens botânicas apresentam desiguais características físico-químicas, nomeadamente compostos fenólicos, cor e condutividade eléctrica. O mel analisado mostrou estar fora de alguns limites estabelecidos na legislação, onde o número de amostras que cumpriam todos os requisitos ficou um pouco aquém das expectativas. Os valores obtidos nas análises físico-químicas apresentaram-se semelhantes entre as três zonas, com excepção feita para a humidade, pois revelou-se mais elevada nas amostras provenientes da região do Algarve. Os valores obtidos foram (mínimo e máximo): pH (2,97 a 3,68), condutividade eléctrica (0,3 a 0,9 mS/cm), humidade (13,49 a 23,90%), acidez (12,90 a 26,90 mEq/kg), cinza (0,05 a 0,26%), HMF (7,27 a 18,99mg/kg), ID (1 a 19), açúcares redutores (58,37 a 69,36 g/100g) e viscosidade (0,18 a 204,93 ƒ Pas). No que respeita à caracterização polínica, 65% das amostras revelaram ser de origem multifloral; das monoflorais, 45% revelaram ser de giesta. |
|---|