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Avaliação de contaminantes de amêndoa em modo de produção biológico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A amendoeira (Prunus dulcis (Mill.) D.A. Webb), uma espécie da família Rosaceae, é uma cultura mediterrânea conhecida pela sua adaptabilidade a condições climáticas adversas, como altas temperaturas no verão, frio extremo no inverno e períodos prolongados de seca. A produção de amêndoas, fruto altamente nutritivo, tem aumentado globalmente, acompanhando a crescente procura por alimentos biológicos (Arquero et al., 2013; Rodrigues et al., 2017; Jin et al., 2020). A presença de resíduos de ácido fosfónico em produtos biológicos pode indicar o incumprimento das regras da agricultura biológica. Esta situação tem levado a queixas por parte de produtores biológicos que afirmam a não utilização destes produtos nos tratamentos do amendoal. Este estudo teve como objetivo identificar fontes de contaminação por fosfonatos, com ênfase no fosetil, em amêndoas produzidas em Modo de Produção Biológico (MPB) em Portugal. Foram analisados dados fornecidos por seis Organismos de Controlo (OC), através do preenchimento de um inquérito, abrangendo 247 produtores distribuídos em seis distritos, nos anos de 2020 e 2021. Os dados incluem registos de produção, lotes submetidos a controlo analítico e resultados laboratoriais. Os resultados revelaram que, em 2020, 18 dos 19 lotes analisados apresentaram contaminação positiva para ácido fosfónico, enquanto em 2021, dos 15 lotes analisados, 10 foram positivos. Bragança foi o distrito com maior incidência de contaminação nos dois anos. A contaminação foi associada a possíveis fontes externas, como resíduos no solo ou práticas agrícolas em áreas vizinhas. Este trabalho permitiu concluir que, embora a produção de amêndoa biológica em Portugal tenha registado um aumento, a gestão de contaminações continua a ser um desafio. Reforça-se a necessidade de estratégias regionais que promovam a coexistência sustentável entre culturas biológicas e convencionais, bem como o fortalecimento de práticas preventivas para reduzir o risco de contaminação cruzada. Além disso, os resultados apontam para a relevância de uma monitorização contínua e uma maior capacitação dos produtores em práticas de MPB.
Autores principais:Lopes, Daniel Sousa
Assunto:Amêndoa biológica Fosetil-Al Fosfonatos Controlo analítico Organic almond Phosetyl-Al Phosphonates Analytical control
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:A amendoeira (Prunus dulcis (Mill.) D.A. Webb), uma espécie da família Rosaceae, é uma cultura mediterrânea conhecida pela sua adaptabilidade a condições climáticas adversas, como altas temperaturas no verão, frio extremo no inverno e períodos prolongados de seca. A produção de amêndoas, fruto altamente nutritivo, tem aumentado globalmente, acompanhando a crescente procura por alimentos biológicos (Arquero et al., 2013; Rodrigues et al., 2017; Jin et al., 2020). A presença de resíduos de ácido fosfónico em produtos biológicos pode indicar o incumprimento das regras da agricultura biológica. Esta situação tem levado a queixas por parte de produtores biológicos que afirmam a não utilização destes produtos nos tratamentos do amendoal. Este estudo teve como objetivo identificar fontes de contaminação por fosfonatos, com ênfase no fosetil, em amêndoas produzidas em Modo de Produção Biológico (MPB) em Portugal. Foram analisados dados fornecidos por seis Organismos de Controlo (OC), através do preenchimento de um inquérito, abrangendo 247 produtores distribuídos em seis distritos, nos anos de 2020 e 2021. Os dados incluem registos de produção, lotes submetidos a controlo analítico e resultados laboratoriais. Os resultados revelaram que, em 2020, 18 dos 19 lotes analisados apresentaram contaminação positiva para ácido fosfónico, enquanto em 2021, dos 15 lotes analisados, 10 foram positivos. Bragança foi o distrito com maior incidência de contaminação nos dois anos. A contaminação foi associada a possíveis fontes externas, como resíduos no solo ou práticas agrícolas em áreas vizinhas. Este trabalho permitiu concluir que, embora a produção de amêndoa biológica em Portugal tenha registado um aumento, a gestão de contaminações continua a ser um desafio. Reforça-se a necessidade de estratégias regionais que promovam a coexistência sustentável entre culturas biológicas e convencionais, bem como o fortalecimento de práticas preventivas para reduzir o risco de contaminação cruzada. Além disso, os resultados apontam para a relevância de uma monitorização contínua e uma maior capacitação dos produtores em práticas de MPB.