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A inovação como impulsionador económico dos países e da competitividade das PME: uma abordagem multinível.

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Resumo:A análise desenvolve-se em três níveis. No nível macroeconómico, avalia-se o desempenho de Portugal no GII 2023, onde o país ocupa a 30ª posição global. São identificados avanços em áreas como Capital Humano, Instituições e Outputs Criativos, mas também desafios significativos em infraestruturas e sofisticação de mercado, essenciais para a consolidação de um sistema inovador robusto. A dissertação examina comparativamente a posição de Portugal em relação a outros países europeus de desempenho semelhante, destacando as implicações de políticas públicas e iniciativas nacionais para fomentar a inovação. No nível mesoeconómico, o foco está nas práticas de inovação aberta adotadas pelas PME portuguesas. A investigação evidencia que estas empresas, apesar de enfrentarem limitações financeiras e estruturais, têm integrado estratégias colaborativas, como parcerias com universidades, centros de investigação e outras empresas, para superar desafios. Entre os benefícios, destacam-se o aumento da capacidade de inovação e a intensificação de competências internas, enquanto os principais obstáculos incluem a resistência cultural, as complexidades na gestão de parcerias e os desafios relacionados à proteção da propriedade intelectual. Já no nível microeconómico, a Mecalbi é analisada como exemplo prático. A empresa demonstra como a liderança visionária e uma cultura organizacional alinhada à inovação podem impulsionar o desempenho e a competitividade. A investigação combina métodos qualitativos, como entrevistas e análise de artefactos culturais, com métodos quantitativos, incluindo questionários aplicados aos colaboradores e o uso da ferramenta “Innovation Scoring” da COTEC. Este estudo revela que práticas de liderança eficaz, gestão de recursos e desenvolvimento contínuo de competências são determinantes para o sucesso em ambientes de alta competitividade. A dissertação conclui que, embora Portugal apresente um potencial significativo para se destacar como líder em inovação, ainda enfrenta desafios para implementar práticas consistentes no nível das PME. O caso da Mecalbi evidencia que a adoção de abordagens estratégicas baseadas em colaboração, liderança visionária e cultura inovadora pode transformar limitações em vantagens competitivas. Por fim, o trabalho apresenta recomendações direcionadas à academia, aos formuladores de políticas públicas e ao setor empresarial, destacando a necessidade de políticas públicas que estimulem a colaboração interinstitucional, maior acesso ao financiamento para inovação e a promoção de competências especializadas, destacando as PME como pilares fundamentais do ecossistema de inovação em Portugal.
Autores principais:Semião, Norberto José Cardoso
Assunto:Índice Global de Inovação (GII) PME Inovação Inovação Aberta Liderança empreendedora Cultura organizaciona Global Innovation Index (GII) SMEs Innovation Open Innovation Entrepreneurial leadership Organizational culture
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:A análise desenvolve-se em três níveis. No nível macroeconómico, avalia-se o desempenho de Portugal no GII 2023, onde o país ocupa a 30ª posição global. São identificados avanços em áreas como Capital Humano, Instituições e Outputs Criativos, mas também desafios significativos em infraestruturas e sofisticação de mercado, essenciais para a consolidação de um sistema inovador robusto. A dissertação examina comparativamente a posição de Portugal em relação a outros países europeus de desempenho semelhante, destacando as implicações de políticas públicas e iniciativas nacionais para fomentar a inovação. No nível mesoeconómico, o foco está nas práticas de inovação aberta adotadas pelas PME portuguesas. A investigação evidencia que estas empresas, apesar de enfrentarem limitações financeiras e estruturais, têm integrado estratégias colaborativas, como parcerias com universidades, centros de investigação e outras empresas, para superar desafios. Entre os benefícios, destacam-se o aumento da capacidade de inovação e a intensificação de competências internas, enquanto os principais obstáculos incluem a resistência cultural, as complexidades na gestão de parcerias e os desafios relacionados à proteção da propriedade intelectual. Já no nível microeconómico, a Mecalbi é analisada como exemplo prático. A empresa demonstra como a liderança visionária e uma cultura organizacional alinhada à inovação podem impulsionar o desempenho e a competitividade. A investigação combina métodos qualitativos, como entrevistas e análise de artefactos culturais, com métodos quantitativos, incluindo questionários aplicados aos colaboradores e o uso da ferramenta “Innovation Scoring” da COTEC. Este estudo revela que práticas de liderança eficaz, gestão de recursos e desenvolvimento contínuo de competências são determinantes para o sucesso em ambientes de alta competitividade. A dissertação conclui que, embora Portugal apresente um potencial significativo para se destacar como líder em inovação, ainda enfrenta desafios para implementar práticas consistentes no nível das PME. O caso da Mecalbi evidencia que a adoção de abordagens estratégicas baseadas em colaboração, liderança visionária e cultura inovadora pode transformar limitações em vantagens competitivas. Por fim, o trabalho apresenta recomendações direcionadas à academia, aos formuladores de políticas públicas e ao setor empresarial, destacando a necessidade de políticas públicas que estimulem a colaboração interinstitucional, maior acesso ao financiamento para inovação e a promoção de competências especializadas, destacando as PME como pilares fundamentais do ecossistema de inovação em Portugal.