Publicação

IntervencionARte : educar para a inclusão com a expressão plástica

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A escola é um espaço transformador repleto de desafios para os alunos. O ambiente escolar é o reflexo de vivências e relações entre indivíduos que frequentam esse mesmo espaço. A Intervenção Social Escolar permite desenvolver competências ao nível da integração social escolar de crianças e jovens, valorizando a sua participação e cooperação no grupo, na família e na comunidade. A Educação pela Arte centra-se não só no aluno, mas também no vínculo que ele estabelece e estimula a expressão e a partilha de vivências, emoções e sentimentos. É um contexto que mobiliza o conhecimento de si próprio e do Outro. Através da implementação deste projeto de investigação pretendeu-se verificar a importância da Expressão Plástica como estratégia de intervenção, no espaço escolar, impulsionadora do processo de inclusão social de crianças que se encontram em fase de transição de ciclos e de espaço de ensino. O projeto procurou, ainda, desenvolver a descoberta do próprio e do outro, em que a convivência e a oportunidade de se expressar, assente no diálogo e reflexão, surgem como competências básicas a serem apre(e)ndidas na escola, espaço de aprendizagem e de transmissão de valores. Nesta investigação-ação, que teve lugar no Agrupamento de Escolas do Sabugal, foi escolhido como objeto de estudo, o grupo de alunos do 5ºano de escolaridade, por se registar nos elementos desta faixa etária que iniciam o 2º ciclo, grandes interferências no desenvolvimento cognitivo e afetivo relacionadas com os processos de desenvolvimento físico e psicológico associados ao desafio da mudança de ciclo de ensino. Essa mudança envolve a passagem de um ciclo de ensino de base monodocente para outro de ensino pluridocente e com uma forte componente multidisciplinar, podendo significar ainda a mudança de estabelecimento e colegas. Com a implementação do Projeto IntervencionARte procurou-se demonstrar que o desenvolvimento de um projeto com recurso à Expressão Plástica pode ser um instrumento de inclusão, de prevenção e/ou mediação de conflitos, promovendo nos alunos comportamentos socioemocionais que facilitam o processo de integração do aluno numa escola que se quer inclusiva. Relativamente à metodologia adotada, tratou-se de uma investigação-ação, estudo de cariz misto, onde foram utilizadas como técnicas de recolha de dados a observação participante, as notas de campo, as gravações áudio e fotografias, a entrevista semiestruturada na modalidade de focus group a elementos da comunidade educativa e os inquéritos por questionário aos alunos e professores, construídos especificamente para a recolha de dados no projeto. O projeto incluiu intervenções periódicas de caráter prático com utilização de mediadores de expressão plástica, tais como pintura, desenho e atividades manuais, em que foram exploradas as capacidades de expressão e comunicação de sentimentos e pensamentos perante o grupo, os valores da cidadania ativa e de direitos da criança, presentes na escola, como espaço de inclusão de todos, mas com respeito pelas diferenças de cada um. Ao analisar a informação recolhida junto dos participantes, foi possível verificar a satisfação dos alunos com a concretização do projeto, nomeadamente com as atividades de expressão plástica realizadas em grupo, reconhecendo a sua importância dentro do grupo e trabalhando com o Outro. Este projeto também permitiu que os restantes elementos da comunidade educativa, que estiveram envolvidos, refletissem sobre o tema e, em conjunto, partilhassem ansiedades e objetivos comuns que desejam concretizar.
Autores principais:Castanho, Ana Kátea Gomes Marques
Assunto:Projeto IntervencionARte Inclusão escolar Expressão plástica IntervencionARte Projec School inclusion Plastic expression
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:A escola é um espaço transformador repleto de desafios para os alunos. O ambiente escolar é o reflexo de vivências e relações entre indivíduos que frequentam esse mesmo espaço. A Intervenção Social Escolar permite desenvolver competências ao nível da integração social escolar de crianças e jovens, valorizando a sua participação e cooperação no grupo, na família e na comunidade. A Educação pela Arte centra-se não só no aluno, mas também no vínculo que ele estabelece e estimula a expressão e a partilha de vivências, emoções e sentimentos. É um contexto que mobiliza o conhecimento de si próprio e do Outro. Através da implementação deste projeto de investigação pretendeu-se verificar a importância da Expressão Plástica como estratégia de intervenção, no espaço escolar, impulsionadora do processo de inclusão social de crianças que se encontram em fase de transição de ciclos e de espaço de ensino. O projeto procurou, ainda, desenvolver a descoberta do próprio e do outro, em que a convivência e a oportunidade de se expressar, assente no diálogo e reflexão, surgem como competências básicas a serem apre(e)ndidas na escola, espaço de aprendizagem e de transmissão de valores. Nesta investigação-ação, que teve lugar no Agrupamento de Escolas do Sabugal, foi escolhido como objeto de estudo, o grupo de alunos do 5ºano de escolaridade, por se registar nos elementos desta faixa etária que iniciam o 2º ciclo, grandes interferências no desenvolvimento cognitivo e afetivo relacionadas com os processos de desenvolvimento físico e psicológico associados ao desafio da mudança de ciclo de ensino. Essa mudança envolve a passagem de um ciclo de ensino de base monodocente para outro de ensino pluridocente e com uma forte componente multidisciplinar, podendo significar ainda a mudança de estabelecimento e colegas. Com a implementação do Projeto IntervencionARte procurou-se demonstrar que o desenvolvimento de um projeto com recurso à Expressão Plástica pode ser um instrumento de inclusão, de prevenção e/ou mediação de conflitos, promovendo nos alunos comportamentos socioemocionais que facilitam o processo de integração do aluno numa escola que se quer inclusiva. Relativamente à metodologia adotada, tratou-se de uma investigação-ação, estudo de cariz misto, onde foram utilizadas como técnicas de recolha de dados a observação participante, as notas de campo, as gravações áudio e fotografias, a entrevista semiestruturada na modalidade de focus group a elementos da comunidade educativa e os inquéritos por questionário aos alunos e professores, construídos especificamente para a recolha de dados no projeto. O projeto incluiu intervenções periódicas de caráter prático com utilização de mediadores de expressão plástica, tais como pintura, desenho e atividades manuais, em que foram exploradas as capacidades de expressão e comunicação de sentimentos e pensamentos perante o grupo, os valores da cidadania ativa e de direitos da criança, presentes na escola, como espaço de inclusão de todos, mas com respeito pelas diferenças de cada um. Ao analisar a informação recolhida junto dos participantes, foi possível verificar a satisfação dos alunos com a concretização do projeto, nomeadamente com as atividades de expressão plástica realizadas em grupo, reconhecendo a sua importância dentro do grupo e trabalhando com o Outro. Este projeto também permitiu que os restantes elementos da comunidade educativa, que estiveram envolvidos, refletissem sobre o tema e, em conjunto, partilhassem ansiedades e objetivos comuns que desejam concretizar.